A luxação congênita de quadril (LCQ) é a perda do contato da...

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Q2863997 Medicina

A luxação congênita de quadril (LCQ) é a perda do contato da cabeça do fêmur com o acetábulo ao nascer. O tratamento tem melhores resultados e é menos agressivo quando iniciados o quanto antes.

Marque a alternativa correta sobre a melhor idade para tratar e ter resultados positivos:

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Tema central da questão:
A displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ), também conhecida como luxação congênita do quadril, é uma alteração na formação e estabilidade da articulação do quadril em recém-nascidos e lactentes. Ocorre quando a cabeça do fêmur não se encaixa corretamente no acetábulo, podendo causar desde instabilidade até luxação completa ao nascimento ou nos primeiros meses de vida. O tratamento visa evitar complicações permanentes, como dores, claudicação e artrose precoce.

Justificativa da alternativa correta (B - De zero a dois meses):
O diagnóstico e início do tratamento precoce são essenciais para garantir resultados positivos e minimizar sequelas. Conforme o “Atenção à Saúde do Recém-Nascido: Guia para os Profissionais de Saúde” (Ministério da Saúde), a imobilização simples nos primeiros meses de vida é o método menos agressivo e mais eficaz. O uso de órteses como o Suspensório de Pavlik entre 0 e 2 meses de idade promove taxas de sucesso superiores a 90% e reduz drasticamente a necessidade futura de cirurgia. Segundo o MSD Manuals, esse é o período mais indicado para melhores desfechos terapêuticos porque a articulação ainda está em formação, permitindo remodelação completa.

Análise das alternativas incorretas:

A) Até seis anos.
É inadequada porque os métodos conservadores quase não são eficazes após os primeiros meses e, com o passar dos anos, aumenta a necessidade de intervenções cirúrgicas mais complexas e agressivas.

C) De quatro a seis anos.
Também incorreta, pois nessa faixa etária a articulação já está formada e os resultados do tratamento são piores, com maior risco de sequelas permanentes, muitas vezes exigindo osteotomias.

D) De dezoito meses a seis anos.
Esse intervalo corresponde a fases em que o tratamento conservador tem baixo sucesso, sendo geralmente indicado apenas tratamento cirúrgico.

E) Acima de seis anos.
Após essa idade, o tratamento é muito mais limitado e com resultados menos favoráveis; muitas vezes envolve procedimentos de grande porte e não restabelece totalmente a função articular.

Pontuação e estratégias para provas:
Fique atento a questões que destacam diagnóstico e intervenção precoce. Termos como “imediata”, “primeiros meses” ou “até 2 meses” geralmente sinalizam o melhor momento para atuação em quadros congênitos.
Segundo o Ministério da Saúde, “se não for tratada no período neonatal por simples imobilização, poderá levar a graves limitações” (Guia para Profissionais de Saúde, seção 30.1.5).

Resumo: O tratamento iniciado entre 0 e 2 meses é o ideal e propicia os melhores resultados clínicos.

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