A rejeição crônica após transplante renal é melhor definida ...

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Q3835466 Medicina
A rejeição crônica após transplante renal é melhor definida como 
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A rejeição crônica do enxerto renal é definida por agressão aloimune persistente ao aloenxerto, com alterações morfológicas progressivas e frequentemente irreversíveis; portanto, a definição correta não é temporal nem baseada em sintomas agudos, o que favorece a alternativa B.

Tema central: Rejeição crônica renal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque usa apenas o tempo de aparecimento como definição. Falência ou disfunção do enxerto após o primeiro ano não equivale automaticamente à rejeição crônica, já que há causas tardias não imunológicas, como nefrotoxicidade por calcineurínicos, recidiva da doença de base, infecções e obstrução. O critério definidor não é cronológico.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve o núcleo médico do conceito: rejeição crônica é um processo aloimune persistente do aloenxerto que leva a lesões estruturais progressivas, como glomerulopatia do transplante, vasculopatia crônica, fibrose intersticial e atrofia tubular, com perda funcional geralmente progressiva e muitas vezes irreversível. Essa definição corresponde ao mecanismo e à patologia do enxerto, que são o verdadeiro critério definidor.
C
Errada
Está errada porque transforma 'nefropatia crônica do enxerto' em sinônimo preciso e termo preferido. Pela base, esse é um rótulo histórico amplo e inespecífico para dano crônico do enxerto, não uma definição equivalente e preferencial de rejeição crônica. Nem todo dano crônico do enxerto é rejeição crônica.
D
Errada
Está errada porque descreve um quadro clínico mais compatível com rejeição aguda ou infecção. Na rejeição crônica, a evolução costuma ser insidiosa, com piora progressiva da função renal, proteinúria e hipertensão, e não tipicamente febre e dor no enxerto como manifestação definidora.
E
Errada
Está errada porque coloca a rejeição crônica como causa principal de perda precoce do enxerto nos primeiros três meses. Esse período se relaciona mais a complicações precoces, como problemas cirúrgicos, trombose e rejeição hiperaguda ou aguda grave. A rejeição crônica é causa tardia de perda do enxerto.
Pegadinha da questão
A banca explora a troca da definição mecanístico-morfológica por critérios errados: tempo de falência do enxerto, termo histórico inespecífico, sintomas típicos de rejeição aguda ou cronologia de perda precoce.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a pergunta pedir definição de rejeição crônica, procure mecanismo aloimune persistente e lesão estrutural progressiva do enxerto, não apenas tempo de evolução.
  • Não rotule toda disfunção tardia do enxerto como rejeição crônica; a perda tardia tem causas imunológicas e não imunológicas.
  • Desconfie de alternativas que usem febre e dor no enxerto como apresentação típica de rejeição crônica, porque isso aponta mais para rejeição aguda ou infecção.
  • Separe terminologia ampla de conceito preciso: dano crônico do enxerto não é sinônimo obrigatório de rejeição crônica.

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