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Q3835462 Medicina
Em uma paciente portadora de doença renal crônica estágio 5 em hemodiálise e hemoglobina de 9,5 g/dL, a investigação inicial revela ferritina de 450 ng/mL e saturação da transferrina de 18%.
Como é classificado o estado do ferro e qual a conduta terapêutica mais imediata? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na DRC estágio 5 em hemodiálise, a combinação de ferritina de 450 ng/mL com saturação da transferrina de 18% indica deficiência funcional de ferro: há estoque presente, mas baixa disponibilidade para eritropoiese. Esse padrão sustenta o gabarito A e indica reposição de ferro intravenoso como conduta imediata.

Tema central: Anemia da DRC
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o padrão laboratorial é de deficiência funcional de ferro: há estoque preservado ou aumentado, refletido pela ferritina de 450 ng/mL, mas com baixa oferta de ferro circulante para a medula, evidenciada pela TSAT de 18%. Na DRC, isso ocorre por restrição funcional do ferro, relacionada ao sequestro e menor liberação para eritropoiese. Como a paciente está em hemodiálise, a reposição intravenosa é a via mais efetiva e a medida terapêutica imediata adequada para corrigir essa limitação de ferro.
B
Errada
Está errada porque sobrecarga de ferro não se sustenta com TSAT de 18%. O dado decisivo aqui é a baixa disponibilidade de ferro para eritropoiese, não excesso de ferro utilizável. Em DRC, ferritina isoladamente pode estar elevada sem significar sobrecarga, então usar apenas esse marcador levaria a erro.
C
Errada
Está errada porque deficiência absoluta de ferro exigiria ferritina baixa, o que não ocorre com ferritina de 450 ng/mL. Além disso, no contexto de hemodiálise, a reposição oral não é a melhor conduta inicial quando há necessidade de correção do ferro; a base sustenta preferência por ferro intravenoso.
D
Errada
Está errada porque, embora a classificação como deficiência funcional de ferro esteja correta, a prioridade terapêutica pedida pela questão é corrigir a restrição de ferro. Iniciar eritropoetina sem abordar essa limitação pode reduzir a resposta ao tratamento, portanto a conduta mais imediata não é o agente estimulador da eritropoiese.
E
Errada
Está errada porque TSAT de 18% não define estado de ferro normal; indica baixa disponibilidade de ferro para eritropoiese. Associada à hemoglobina de 9,5 g/dL em paciente dialítica, essa situação exige intervenção, não ausência de conduta.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre ferritina elevada e sobrecarga de ferro. Na DRC, ferritina não baixa pode coexistir com deficiência funcional; quem resolve o caso é a TSAT baixa, não a ferritina isolada.
Dica para questões semelhantes
  • TSAT menor que 20% aponta baixa disponibilidade de ferro para eritropoiese.
  • Ferritina não baixa com TSAT baixa favorece deficiência funcional, não deficiência absoluta.
  • Em hemodiálise, quando há necessidade de reposição, a via intravenosa é a forma mais efetiva.
  • Na anemia da DRC, corrija a restrição de ferro antes de assumir que a primeira medida deva ser eritropoetina.

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