Uma unidade de diálise realiza vigilância regular de estenos...

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Q3835456 Medicina
Uma unidade de diálise realiza vigilância regular de estenoses em fístula arteriovenosa (FAV) através de ultrassonografia e intervém profilaticamente, mesmo na ausência de disfunção.
Com base na evidência atual, o que é CORRETO afirmar com relação a essa prática? 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Pelas diretrizes atuais de acesso vascular, a vigilância por ultrassonografia não autoriza, por si só, correção profilática de estenose assintomática; no cenário dos enxertos protéticos (AVG), essa estratégia não demonstrou reduzir trombose. Esse é o critério que torna a alternativa D correta.

Tema central: Vigilância de estenose em acesso vascular
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a base afirma que não há demonstração de benefício robusto e universal da correção preemptiva de estenose assintomática sobre a sobrevida/patência do acesso. A expressão "aumenta drasticamente" é incompatível com a evidência atual: em enxertos o benefício não foi demonstrado, e em FAV nativas os achados são limitados e não autorizam essa afirmação forte.
B
Errada
Está errada porque vigilância ultrassonográfica e monitorização clínica não são equivalentes. A base diferencia claramente exame físico e parâmetros clínicos da diálise, de um lado, e métodos instrumentais seriados, de outro. O ultrassom pode complementar a avaliação, mas não substitui exame físico do acesso nem a correlação com sinais de disfunção.
C
Errada
Está errada porque o termo "nunca" contraria a base. Em FAV nativas, revisões sistemáticas citadas nas diretrizes mostram que a intervenção preemptiva pode reduzir trombose em algumas análises. Isso não implica recomendação de correção profilática universal, mas impede afirmar ausência absoluta de benefício.
D
Certa
A alternativa D está correta porque, em enxertos protéticos assintomáticos, a base informa que a correção profilática da estenose não reduziu trombose nem melhorou a patência de modo consistente. A KDOQI 2019 e a diretriz brasileira citadas não recomendam angioplastia preemptiva de acessos AV sem indicadores clínicos associados para melhorar desfechos, de modo que o simples achado ultrassonográfico não configura indicação automática de intervenção.
E
Errada
Está errada porque as diretrizes atuais não tornam obrigatórias a vigilância ultrassonográfica regular com correção profilática universal de estenoses assintomáticas. A base informa exatamente o contrário: diretrizes contemporâneas abandonaram a ideia de obrigatoriedade dessa prática, e não recomendam angioplastia preemptiva apenas para melhorar patência ou prevenir trombose.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre detectar estenose no ultrassom e ter indicação automática de corrigi-la, além de misturar FAV nativa com enxerto protético, embora a evidência negativa seja mais consistente nos enxertos.
Dica para questões semelhantes
  • Separe sempre monitorização clínica/exame físico de vigilância instrumental: uma não substitui a outra.
  • Não trate estenose assintomática como indicação automática de intervenção; procure desfecho clínico demonstrado, não apenas achado anatômico.
  • Diferencie FAV nativa de enxerto protético antes de julgar benefício de intervenção preemptiva.
  • Desconfie de alternativas com termos absolutos como "drasticamente", "dispensa", "nunca" e "obrigatórias" quando a base descreve evidência heterogênea ou diretrizes não mandatórias.

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