Um paciente em hemodiálise com fístula arteriovenosa (FAV) c...

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Q3835455 Medicina
Um paciente em hemodiálise com fístula arteriovenosa (FAV) com prótese, apresenta dor, fraqueza e parestesia na mão da fístula.
Com base nas complicações descritas na literatura de acesso vascular, qual diagnóstico deve ser considerado e qual abordagem inicial seria mais adequada? 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Dor, parestesia e fraqueza na mão ipsilateral a uma FAV com prótese são achados típicos de hipoperfusão/isquemia distal por desvio de fluxo, o que favorece síndrome de roubo em vez de trombose, infecção, alergia ao material ou insuficiência cardíaca de alto débito; por isso, o exame inicial adequado é o ultrassom Doppler.

Tema central: Síndrome de roubo de fluxo
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Iminência de trombose do acesso costuma se associar a disfunção da FAV, redução ou ausência de frêmito/thrill e dificuldade de punção, e não tipicamente a quadro neuroisquêmico distal isolado. Além disso, iniciar anticoagulação sistêmica imediata sem confirmação diagnóstica não é a abordagem inicial sustentada pelos dados do caso e pode expor a risco hemorrágico.
B
Certa
A alternativa B acerta o diagnóstico e a etapa inicial da investigação. Em acesso arteriovenoso para hemodiálise, especialmente com enxerto protético, pode haver desvio relevante do fluxo arterial para o acesso, reduzindo a perfusão da mão. O enunciado traz exatamente o padrão clínico esperado dessa complicação: dor, fraqueza e parestesia distais. Como a questão pede a abordagem inicial mais adequada, o ultrassom Doppler é apropriado para documentar o fluxo do acesso e a hipoperfusão distal.
C
Errada
Incorreta. Infecção de FAV ou enxerto protético costuma cursar com sinais inflamatórios locais ou sistêmicos, como eritema, calor, secreção, febre ou bacteremia. O enunciado não descreve nenhum desses achados; ao contrário, associa dor a parestesia e fraqueza, conjunto mais compatível com isquemia distal.
D
Errada
Incorreta. Reação alérgica ao material protético não é a apresentação típica de dor, fraqueza e parestesia na mão do membro do acesso. Faltam sinais cutâneos, inflamatórios ou sistêmicos que sustentem hipersensibilidade ao enxerto. Indicar remoção da prótese nesse cenário seria medida sem base clínica no caso.
E
Errada
Incorreta. Insuficiência cardíaca de alto débito relacionada ao acesso é complicação sistêmica e se manifesta com sintomas cardiopulmonares e sinais de sobrecarga, não com quadro focal distal da mão. A ausência de dispneia, congestão ou outros sinais de insuficiência cardíaca afasta essa hipótese como explicação principal.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre dor no membro com FAV e trombose ou infecção do acesso; aqui, a presença conjunta de parestesia e fraqueza na mão aponta para isquemia distal por roubo de fluxo.
Dica para questões semelhantes
  • Em acesso vascular para hemodiálise, dor associada a parestesia e fraqueza na mão sugere hipoperfusão distal antes de sugerir infecção ou trombose.
  • Trombose do acesso é mais lembrada quando há falha funcional da FAV, redução do frêmito ou dificuldade de uso do acesso.
  • Infecção do acesso exige procurar sinais flogísticos locais ou manifestações sistêmicas; sem esses achados, não é a melhor explicação.
  • Quando a questão pede abordagem inicial da suspeita de roubo de fluxo, o Doppler é o exame não invasivo compatível com a confirmação diagnóstica.

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