Para monitorar a dose de terapia realmente fornecida ao paci...

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Q3835452 Medicina
Para monitorar a dose de terapia realmente fornecida ao paciente em Terapia Renal Substitutiva Contínua, qual métrica é a mais utilizada? 
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na TRSC, a métrica rotineiramente usada para monitorar a dose efetivamente entregue é a taxa de efluente por unidade de tempo, usualmente ajustada ao peso. Essa é uma métrica operacional de dose, não uma medida direta de clearance, e por isso torna a alternativa A a correta.

Tema central: Dose na TRSC
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o volume total de efluente por unidade de tempo é a métrica prática mais usada para estimar e acompanhar a dose entregue na TRSC, geralmente expressa em mL/kg/h. Isso se sustenta no princípio consolidado de que, nas terapias contínuas, o efluente total funciona como estimativa operacional da remoção de pequenos solutos e é facilmente mensurável na rotina.
B
Errada
Tempo total de terapia por superfície corpórea não é a métrica padronizada de dose em TRSC. A duração influencia quanto da terapia foi entregue, mas não substitui a quantificação operacional da dose, que se baseia na taxa de efluente. Portanto, duração isolada não mede depuração.
C
Errada
Níveis séricos de ureia pré e pós-filtro não constituem a métrica mais utilizada para monitorar a dose entregue em TRSC. Além de não serem o padrão operacional nessa modalidade, sofrem influência da geração e distribuição da ureia e do estado clínico, o que impede seu uso como principal medida rotineira de dose.
D
Errada
A depuração direta de creatinina no efluente pode quantificar remoção de soluto, mas a questão pede a métrica mais utilizada na prática, e essa não é a rotina operacional padrão. Em TRSC, a monitorização habitual da dose é feita pela taxa de efluente, por ser mais simples e aplicável à beira do leito.
E
Errada
A pressão transmembrana é parâmetro técnico de funcionamento do filtro, útil para avaliar desempenho do circuito e risco de coagulação ou obstrução, mas não mede a dose dialítica efetivamente entregue. Confunde monitorização mecânica do sistema com monitorização de depuração.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre métrica de dose dialítica na TRSC e outros dados que parecem relevantes, como ureia, tempo de terapia, medida direta mais sofisticada ou parâmetro mecânico do filtro. O ponto-chave era identificar o padrão mais usado na prática: taxa de efluente.
Dica para questões semelhantes
  • Se a pergunta for sobre dose entregue em TRSC, procure a taxa de efluente como métrica operacional padrão.
  • Separe dose dialítica de parâmetros do circuito: pressão transmembrana informa funcionamento do filtro, não depuração.
  • Não transfira automaticamente métricas da hemodiálise intermitente para TRSC quando a questão cobrar monitorização rotineira.
  • Quando a banca perguntar a medida mais utilizada, priorize o padrão prático de monitorização, não a medida tecnicamente mais direta.

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