No governo de Juscelino Kubitschek, o Plano de Metas, priori...
Marcos de Amorim Coelho. Geografia do Brasil. São Paulo: Moderna, 1999, p. 252-4 (com adaptações).
A partir das informações do texto acima, julgue o item que se segue.
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O gabarito correto para a questão sobre o desenvolvimento dos transportes no Brasil, e sua relação com o Plano de Metas no governo de Juscelino Kubitschek, é Certo.
É importante destacar que, durante o governo de Juscelino Kubitschek, houve um substancial aumento dos investimentos em infraestrutura, especialmente no setor de transportes. O Plano de Metas, de fato, enfocou prioritariamente os setores de energia e de transportes, contribuindo significativamente para a construção e pavimentação de rodovias no país. Esse plano ficou famoso pela meta de "50 anos em 5", buscando acelerar o desenvolvimento do Brasil. A ênfase em transportes rodoviários é evidenciada pela construção de rodovias importantes, como a ligação da capital federal, Brasília, com outras regiões do país.
Portanto, o item em questão está correto ao afirmar que o Plano de Metas permitiu grandes investimentos na construção e na pavimentação de rodovias, o que consolidou o transporte rodoviário como principal meio de locomoção do país, uma tendência que se iniciou na década de 50.
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gabarito(certo)
Numa época de petróleo barato, o Plano de Metas fez a opção pelo transporte rodoviário. Foram construídos 20 mil km de estradas de rodagem
A produção de petróleo saltou de dois milhões de barris em 1955, para trinta milhões em 1960. A produção de aço que era de 1 milhão e 150 mil toneladas, chegou a 2 milhões e 500 mil toneladas em 1960.
As Prioridades do Plano de Metas
O Plano estava dividido em cinco grandes setores de investimento, com as seguintes prioridades:
Energia (Metas 1 a 5): Foco na expansão da capacidade de geração, principalmente por meio de usinas hidrelétricas, e na produção e refino de petróleo.
Transportes (Metas 6 a 12): Foco na malha rodoviária (construção e pavimentação de novas rodovias), mas também contemplando ferrovias, portos e frotas aérea/marítima.
Indústrias de Base (Metas 19 a 29): Estímulo aos setores siderúrgico, petroquímico e, notavelmente, à indústria automobilística.
Alimentação (Metas 13 a 18): Investimentos visando ao aumento da produção agrícola.
Educação (Meta 30): Investimentos no ensino técnico e científico.
A estes, somou-se a Meta-Síntese, que era a construção de Brasília (31ª meta), a nova capital federal.
️ Foco em Energia e Transportes
Conforme o planejamento, os setores de Energia e Transportes foram de fato os que receberam a maior parte dos recursos e investimentos, representando juntos mais de 70% do total inicialmente planejado para o Plano de Metas.
O setor de Transportes recebeu cerca de 29,6% do investimento e priorizou o rodoviarismo. Isso levou à construção e pavimentação de milhares de quilômetros de novas estradas (como a Belém-Brasília), consolidando o modal rodoviário como o principal meio de transporte de cargas e pessoas no país.
O setor de Energia recebeu cerca de 43,4% dos investimentos, focando em elevar a capacidade de produção de eletricidade e na expansão do refino de petróleo.
A prioridade no transporte rodoviário era estratégica para ligar a nova capital (Brasília) e facilitar o escoamento da crescente produção industrial, especialmente a automotiva, que se instalava no país.
O Plano de Metas de JK foi o motor do seu projeto "50 anos em 5". Diferente de Vargas, JK abriu a economia para o capital estrangeiro e focou na infraestrutura para atrair multinacionais.
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