Assinale a opção correta, tendo como referência o caso clíni...
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: O ponto decisivo é que o enunciado descreve um quadro fóbico infantil e, na leitura lacaniana exigida, a fobia não é estrutura fixa autônoma, nem psicose ou fetichismo, mas formação que funciona dinamicamente como arranjo diante da angústia de castração, podendo operar como "placa giratória" entre a neurose histérica e a neurose obsessiva. Isso torna a alternativa C a única compatível com o critério conceitual pedido.
- Se o enunciado mencionar Lacan, priorize a função estrutural do quadro, não apenas a descrição sintomática.
- Em questões sobre fobia na psicanálise lacaniana, teste primeiro se a alternativa a trata como estrutura fixa; se tratar, a tendência é estar errada.
- Diferencie os campos clínicos: fobia, aqui, fica no eixo neurótico; psicose e fetichismo dependem de outra lógica estrutural.
- Quando aparecer a expressão "placa giratória" associada à fobia entre histeria e obsessão, isso sinaliza a formulação compatível com a leitura lacaniana cobrada.
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Comentários
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Percebemos uma certa divergência etimológica das diferentes vertentes da Psicopatologia.
Dentro do que foi conceituado por Dalgalarrondo, temos a Psicopatologia operacional-pragmática dos atuais manuais diagnósticos como CID e DSM, que suprimiram a noção de neurose, enquanto que dentro da Psicopatologia de cunho psicanalítico, especialmente orientada por Lacan, encontramos que:
''A fobia não deve ser vista, de modo algum, como uma entidade clínica, mas sim como uma placa giratória. [...] Ela gira mais do que comumente para duas grandes ordens de neurose, a histeria e neurose obsessiva, e também realiza a junção com a estrutura da perversão [...] (Lacan, 1968-69, p. 298).''
Referências consultadas:
Fobia, perversão e metáfora paterna.
Disponível em: http://www.isepol.com/asephallus/numero_07/artigo_02_port.html#:~:text=Na%20placa%20girat%C3%B3ria%2C%20entre%20a,%2C%201956%2D57%2C%20p.
placa giratória, às vezes me pergunto porque fiz Psicologia
Meu deus do céu, eu preciso estudar isso urgente. Nunca ouvi falar de placa giratória kkkk
Lacan retomou o caso freudiano do Pequeno Hans, interpretando que o sujeito só se relaciona com o Outro a partir da intervenção do objeto real. A criança espera que a mãe tenha o falo. Ao perceber a castração do Outro, a criança percebe não ser o falo que falta ao Outro, o objeto a. Antes da expressão da fobia, há uma angústia: ao mesmo tempo em que separar-se da mãe representa a perda do que entendia por ser seu papel no enigma do desejo do Outro, a não ocorrência dessa separação também é temida. Quando Hans começa a se masturbar, sua mãe o censura, o controla. Para Lacan, portanto, a fobia de Hans é decorrente da descoberta de seu pênis real: temendo ser devorado pela mãe controladora, com sua boca de crocodilo, o apelo de Hans à intervenção paterna que opera a castração traduziu-se no pavor da mordida dos cavalos. Assim, o sintoma fóbico aplica-se a um objeto que é um significante de onde é preciso haver a intervenção paterna, defendendo o sujeito da angústia insuportável. Então, a fobia liga-se ao trinitário Real, Simbólico e Imaginário, na medida em que se relaciona à interferência do pai real, à orgia incestuosa imaginária e a castração simbólica. A fobia pode, com isso, ser entendida como um sintoma, uma neurose – atuando como uma junção, uma passagem entre o desejo e a angústia, entre o que o sujeito mais teme e o que mais anseia – ou uma placa giratória entre a histeria e a neurose obsessiva, ou de junção entre neurose e perversão.
Psicólogia do trânsito é?
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