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Q4274052 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que acontecerá quando um foguete da SpaceX colidir com a Lua na quarta-feira


A Lua suportou inúmeros impactos ao longo de milhões de anos, tendo sua superfície característica e repleta de crateras moldada por asteroides e meteoros, além de sofrer colisões mais recentes de pequenas sondas e módulos de pouso enviados por agências espaciais terrestres. Na quarta-feira, cientistas preveem mais uma colisão no satélite, desta vez provocada por um foguete da SpaceX à deriva, deslocando-se a cerca de dois quilômetros por segundo, ou aproximadamente oito mil quilômetros por hora.

A seção superior de um dos foguetes Falcon 9 da SpaceX impactará a Lua em cinco de agosto, conforme estimativas do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS) da Nasa. A agência espacial americana chegou a essa conclusão após astrônomos independentes notarem, por meio de dados públicos, que o componente lançado em janeiro de 2025 estava em rota de colisão acidental com o solo lunar. O porta-voz Jimi Russell declarou que não há perigo para a Terra e que a Nasa rastreará o foguete para fins de treinamento, observando posteriormente o local da colisão com objetivos científicos.

A SpaceX lançou esse foguete Falcon 9 no ano passado como parte de uma missão conjunta entre os Estados Unidos e o Japão para transportar dois módulos de pouso lunar e equipamentos científicos. Embora parte do Falcon 9 seja reutilizável e projetada para retornar à Terra, algumas peças se desprendem no espaço e permanecem presas em órbita até colidirem com outro corpo celeste. O componente envolvido no evento é a seção superior do foguete, que possui dimensões equivalentes a um prédio de cinco andares e peso terrestre de pelo menos quatro toneladas.

O astrônomo Bill Gray, responsável por descobrir a trajetória, afirma que o objeto cairá próximo à Cratera Einstein, situada na parte iluminada da Lua e visível da Terra, prevendo que o impacto formará uma cratera com mais de dezessete metros de diâmetro. A colisão iminente, prevista para ocorrer por volta de quarta-feira no horário de Brasília, promete cativar astrônomos amadores e profissionais.

O astrônomo Matt Bothwell, da Universidade de Cambridge, ressaltou que a colisão de algo tão grande com a Lua não oferece perigo e proporcionará um verdadeiro espetáculo visual. Segundo Bothwell, o impacto lançará uma enorme nuvem de poeira, a qual se espalhará lateralmente com o tempo. Ele detalhou que, devido à ausência de atmosfera na Lua e à sua gravidade reduzida, o momento será mais impressionante do que qualquer explosão similar na Terra, visto que nada desacelerará o objeto e milhões de quilogramas de detritos serão lançados ao espaço.

Embora o evento não seja visível a olho nu, pessoas com acesso a telescópios sofisticados poderão observar um clarão irradiando da superfície lunar.

Bothwell destacou também o potencial educativo do impacto como uma oportunidade única para analisar os efeitos da colisão de um objeto na superfície da Lua. Diante disso, cientistas preparam-se para monitorar o evento de perto: grandes telescópios nas Américas, o Lunar Reconnaissance Orbiter da Nasa e a sonda Danuri da Coreia do Sul rastrearão o clarão, a nuvem de poeira e a nova cratera, enquanto um projeto de ciência cidadã recrutará amadores para filmar a cena. Ao registrar a poeira em movimento, os astrônomos esperam transformar o acidente em um experimento útil, aprimorando modelos de impactos lunares e obtendo pistas sobre a composição subterrânea do local, cuja matéria fresca será exposta pela primeira vez.

Além disso, Bothwell advertiu que a colisão serve como um alerta sobre o acúmulo constante de lixo espacial gerado pelo homem. O astrônomo manifestou preocupação com o aumento anual de objetos em órbita, salientando que eventuais colisões entre satélites geram ainda mais fragmentos, o que pode desencadear uma reação em cadeia descontrolada. Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), existem cerca de cinquenta mil objetos com mais de dez centímetros de diâmetro flutuando no espaço, somando cerca de dezessete mil toneladas de artefatos lançados pela humanidade desde o início da Era Espacial, em 1957.

O último impacto de um foguete inativo na Lua ocorreu em 2022, quando a seção superior 3C do foguete chinês Longa Marcha, da missão Chang'e 5-T1 de 2014, atingiu o lado oculto do satélite. Décadas antes desse episódio, a própria Nasa já havia lançado objetos intencionalmente contra a superfície lunar para coletar dados destinados às missões Apollo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2kdx1y307o.adaptado.
Em diversas situações, previsões, observações, estudos decorrentes de eventos espaciais fornecem informações relevantes para o desenvolvimento da ciência.

Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA em relação à compreensão e à interpretação textual.
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: “A agência espacial americana chegou a essa conclusão após astrônomos independentes notarem, por meio de dados públicos, que o componente lançado em janeiro de 2025 estava em rota de colisão acidental com o solo lunar.” O marcador “após” estabelece a sequência, e “por meio de dados públicos” identifica o recurso utilizado. Preservar essa atribuição e ordem dos fatos sustenta D e distingue sua leitura da inversão apresentada em B.

Tema central: Paráfrase e fidelidade textual
Análise das alternativas
A
Errada
Contradiz duas informações explícitas: o impacto previsto será próximo à Cratera Einstein, na parte iluminada e visível da Terra, e há previsão de formação de uma cratera com mais de dezessete metros de diâmetro. O lado oculto pertence ao relato do impacto ocorrido em 2022, não ao evento anunciado.
B
Errada
Inverte a sequência marcada por “após”: primeiro os astrônomos independentes identificaram a rota; depois a Nasa chegou à conclusão. Além disso, acrescenta uma ordem de destruição e um procedimento para impedir a cratera que não são informados. As ações anunciadas são rastreamento para treinamento e observação posterior com objetivos científicos.
C
Errada
Substitui a finalidade expressa da missão conjunta. O foguete foi lançado para transportar dois módulos de pouso lunar e equipamentos científicos, não para recuperar componentes abandonados, reutilizá-los ou avaliar seu comportamento após longo período no espaço.
D
Certa
D integra informações distribuídas pelo texto sem alterar suas relações: Bill Gray prevê a queda próxima à Cratera Einstein, e a Nasa anuncia a observação posterior do local com objetivos científicos. A alternativa não afirma que essa seja a única finalidade, portanto não exclui o rastreamento para treinamento também informado.
E
Errada
Transforma reutilização parcial em retorno integral: o texto delimita que apenas parte do Falcon 9 é reutilizável e projetada para retornar à Terra, enquanto algumas peças permanecem no espaço. Também acrescenta uma explicação não fornecida, pois o impacto não é caracterizado como consequência de falha inédita no sistema de reutilização.
Pegadinha da questão
As alternativas confundem informações efetivamente presentes no texto: transferem o lado oculto do episódio de 2022 para o impacto anunciado, invertem a atuação dos astrônomos e da Nasa, trocam transporte por recuperação de componentes e convertem reutilização parcial em retorno integral.
Dica para questões semelhantes
  • Confira quem realizou cada ação e observe marcadores temporais como “após”, que fixam a sequência dos acontecimentos.
  • Separe as finalidades expressas: transportar equipamentos, rastrear para treinamento e observar com objetivos científicos são ações distintas.
  • Verifique se a alternativa preserva delimitadores como “parte” e “algumas”, sem convertê-los em afirmações sobre a totalidade.
  • Ao integrar informações de parágrafos diferentes, mantenha cada dado ligado ao respectivo acontecimento, especialmente quando o texto compara um evento previsto com episódios anteriores.

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Comentários

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O texto informa que a previsão do local do impacto decorreu da análise de dados públicos realizada por astrônomos independentes, levando a Nasa a acompanhar o evento com finalidade científica.

texto grande da gota serena

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