A palavra “erosão” apresenta determinado som para o “s”. Co...
Como os cânions são formados?
Os cânions são extensos vales escavados entre paredões, pela ação da água no decorrer de milhões de anos. O desgaste do solo e das rochas realizado por estes agentes é chamado de erosão. Os cânions são esculpidos em regiões onde a força dos rios consegue vencer camadas mais duras e resistentes das rochas. Com a ação da água dos rios, as rochas são desfeitas e levadas pela correnteza, produzindo esses vales.
Além das águas, a formação dos cânions pode surgir de um processo que ocorre no interior da Terra. O movimento da crosta terrestre pode comprimir e elevar o relevo. Com a inclinação no terreno, a velocidade das águas é maior, e os vales que se formam são cada vez mais profundos.
O cânion mais famoso do mundo é o Grand Canyon, localizado no estado do Arizona, nos Estados Unidos. Ele tem 29 quilômetros de largura e 446 quilômetros de extensão. Alguns penhascos do Grand Canyon atingem 1600 metros de profundidade. A paisagem foi esculpida pelas águas do Rio Colorado, além da chuva e vento.
(Fonte: Abril — adaptado.)
Gabarito comentado
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Tema da questão: Fonologia – valores sonoros do grafema “s” (relação letra–som).
Estratégia para resolver: identifique a posição do “s” na palavra. Pela gramática normativa (cf. Celso Cunha & Lindley Cintra; Evanildo Bechara), quando o “s” fica entre vogais, ele tende a ter som de /z/. Já o “ss” entre vogais garante o som de /s/. No início de sílaba ou após consoante, o “s” costuma ter som de /s/. O VOLP (Academia Brasileira de Letras) registra a ortografia das palavras aqui analisadas.
Aplicando ao caso: em erosão, o “s” fica entre as vogais “o” e “ão” (dígrafo vocálico), logo tem som de /z/. Pense em “erozão”.
Alternativa correta: C) Análise
Em análise, o “s” está entre as vogais “i” e “e”: a-ná-li-se. Por regra, assume som de /z/ (pronúncia aproximada: “análize”). Essa coincidência de posição e de valor sonoro é exatamente o que a questão pede.
Por que as demais estão incorretas?
A) Absurdo — O “s” aparece no grupo bs (absur-), isto é, após consoante. Nesse contexto, o som é /s/ (muitos falantes, inclusive, realizam algo próximo a “ap-” por assimilação, mas nunca /z/). Portanto, não corresponde ao som de “erosão”.
B) Substantivo — O “s” também está em bs (substan-), isto é, após consoante, mantendo som de /s/ (em fala rápida, pode soar “sup-”, mas não /z/). Logo, difere de “erosão”.
D) Expulsão — O “s” está no grupo ls (expulsão), vindo após consoante e antes de vogal. Nessa posição, realiza-se como /s/, e não /z/. A aparência de estar “antes de uma vogal” pode confundir, mas a regra olha a posição silábica: ele não está entre duas vogais, e sim depois de uma consoante. Pegadinha clássica!
Regra recapitulada (norma):
- “s” entre vogais → som de /z/ (ex.: casa → “cáza”; erasão → “erazão”).
- “ss” entre vogais → som de /s/ (ex.: casso → “cáso”).
- “s” no início de sílaba ou após consoante → som de /s/ (ex.: sapo; absurdo; pulso).
Dica prática para provas: tente “ouvir” a palavra: se a letra “s” estiver entre vogais, leia como “z”; se precisar do som de “s” entre vogais, a grafia costuma ser “ss”. Compare: “análise” (a-ná-li-ze) x “analisse” (forma incorreta, rejeitada pelo VOLP).
Gabarito: C
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