Referindo-se à Língua falada e língua escrita, assinale (V) ...
( ) NÍVEIS DA FALA: Nível formal-culto: língua padrão, ou norma culta. Utilizada em situações formais (que exigem cuidado vocabular); obediência às regras e para ter maior prestígio social.
( ) NÍVEIS DA FALA: Nível coloquial-popular: uso no dia a dia, de caráter informal e espontâneo. Há pouca preocupação com as regras formais e possui variantes, como gírias, jargões e linguagens regionais.
( ) ESCRITA: Não é apenas a representação da língua falada. Trata-se de um sistema mais disciplinado e rígido, que não tem mímica (gestos), tom de voz ou fisionomia. Além disso, a escrita usa a gramática como base.
( ) As línguas podem se manifestar na modalidade falada ou escrita, lembrando que há línguas que não possuem sistema de escrita. São as chamadas línguas ágrafas.
( ) A escrita não é mera reprodução da fala. Língua falada e língua escrita são sistemas diferentes, cada qual com características próprias. Na fala, há recursos que não existem na escrita, como a gesticulação e as expressões faciais, que podem alterar o sentido daquilo que é falado. Por serem sistemas diferentes, não tem sentido falar que um seja melhor que o outro. Embora sejam modalidades diferentes de uso da língua, as fronteiras entre fala e escrita, muitas vezes, não são precisas. Quando trocamos mensagens via WhatsApp, usamos a língua escrita; mas, muitas vezes, estamos de fato conversando. Nesse caso, o escrito e o oral se mesclam.
Gabarito comentado
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Gabarito: Letra A – V, V, V, V, V
Tema central: Variação linguística, diferenças entre fala e escrita, níveis de linguagem. Questão que exige domínio da interpretação de texto com foco em conceitos normativos e teóricos fundamentais ao perfil do cargo.
Justificativa da alternativa correta:
1) Nível formal-culto: Verdadeiro. Segundo Bechara e Cunha & Cintra, corresponde à norma-padrão, utilizada em contextos formais, obedecendo à gramática e associada a prestígio social.
2) Nível coloquial-popular: Verdadeiro. A linguagem cotidiana, espontânea, e frequentemente permeada por gírias ou regionalismos, com menor preocupação normativa.
3) Escrita: Verdadeiro. A escrita não é mero espelho da fala: é mais planejada e rigorosa, desprovida de gestos e entonações, apoiando-se fortemente na gramática (Nova Gramática do Português Contemporâneo).
4) Línguas ágrafas: Verdadeiro. Existem línguas sem registro escrito; são as línguas ágrafas — conceito essencial em sociolinguística.
5) Fala x Escrita: Verdadeiro. Não há superioridade entre elas; recursos da fala (gestos, entonação) não existem na escrita. As fronteiras podem se mesclar — como ocorre em mensagens eletrônicas, que imitam a oralidade, mas usam a modalidade escrita.
Análise das alternativas incorretas:
As demais opções alternam afirmativas falsas sem fundamento na teoria linguística: Por exemplo, dizer que escrita é simples reprodução da fala (F) ignora a autonomia dos sistemas; negar as línguas ágrafas é erro conceitual grave. Também, desconsiderar a convivência dos níveis de linguagem e a rigidez da norma culta contraria gramáticas renomadas.
Atenção a detalhes e possíveis pegadinhas: Observe as nuances das definições e os exemplos dados no texto. Construa o raciocínio pelo conceito, não pela memorização.
Sempre confira se a alternativa falsa não altera discretamente algum termo-chave.
Para provas de Auditor de Controle Interno, esperar questões com esse nível de detalhamento é fundamental: a banca valoriza o domínio conceitual aliado à interpretação minuciosa. Reforce seu estudo explorando trechos de gramáticas como Bechara e Cunha & Cintra.
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