Segundo relatório apresentado pelo Serviço Geológico d...
Ação Emergencial para Delimitação de Áreas em Alto e Muito Alto Risco a Inundações e Movimentos de Massa - São Lourenço da Mata – PE, 2015. Disponível em: https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/20040.2. Acesso em: 17 jul.2024.
Quais as causas da implantação de residências em áreas urbanas não edificantes?
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Alternativa correta: C
Tema central: causas da implantação de residências em áreas não edificantes — ou seja, locais urbanos impróprios para ocupação por risco geológico/hídrico. É preciso unir conhecimentos de geomorfologia, dinâmica urbana e vulnerabilidade socioambiental.
Resumo teórico (claro e prático): áreas não edificantes surgem quando há combinação de fatores físicos (encostas íngremes, solo pouco resistente, drenagem deficiente) e fatores sociais/institucionais (déficit habitacional, falta de regulação, ocupações informais). Ocupações espontâneas em morros tipicamente ocorrem por invasões, loteamentos irregulares e cortes para criar "platôs" sem técnicas adequadas, aumentando risco de deslizamentos. (Fonte: Serviço Geológico do Brasil — relatórios de risco; Estatuto da Cidade, Lei nº 10.257/2001; diretrizes de defesa civil).
Por que a letra C é correta: descreve precisamente o processo mais comum para implantação em áreas de risco urbano: ocupações espontâneas (invasões ou ocupações consentidas), com criação de lotes por corte em encostas e ausência de compactação e técnicas de estabilização — ações que geram instabilidade e elevam risco de movimentos de massa. Esse raciocínio está alinhado com estudos de risco urbano e cartografia de áreas não edificantes do SGB.
Análise das alternativas incorretas:
A — fala apenas das características do relevo (condição física predisponente). Não explica a causa humana da implantação (ou seja, não responde por que as residências foram construídas ali). Confunde condição natural com causa social/institucional.
B — mistura informações históricas e nomes de rios/barragens que não justificam diretamente a ocupação urbana desordenada descrita. Trata-se de explicação parcial e imprecisa; além disso, afirmações temporais e históricas (povos originários) não são a principal causa das ocupações contemporâneas em morros e encostas.
D — afirma que o tratamento público causa ocupação, invertendo a relação. Áreas não edificantes são definidas por vulnerabilidade; o poder público deve atuar para restringir/ordenar, não para gerar ocupação. Resposta confusa conceitualmente.
E — descreve transformações históricas do território (cana, exploração de mata) que alteraram o ambiente, mas não responde diretamente pelo mecanismo atual de implantação de residências em áreas não edificantes (ocupação informal e cortes em morros).
Dica de interpretação: ao identificar a causa peça-se: “quem/como/por que construiu ali?” — respostas sociais/institucionais (invasões, loteamentos irregulares, ausência de fiscalização) costumam ser corretas. Desconfie de alternativas que misturam causas naturais com históricas sem apontar o mecanismo de ocupação.
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As ocupações espontâneas, consideradas causas da expansão urbana, nos morros se dão geralmente a partir de invasões e de ocupações consentidas da terra. Esse tipo de ocupação ocorre de forma desordenada, já que os lotes são obtidos através de cortes para a criação do terreno plano, e sem a compactação necessária exigida.
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