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Q3195375 Medicina
Um paciente com anemia falciforme apresenta queixas visuais e é submetido a um exame de fundo de olho, que revela sinais de retinopatia proliferativa. Qual dos achados abaixo é mais característico da retinopatia falciforme proliferativa?
Alternativas

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Tema central: Retinopatia falciforme proliferativa (RFP). Em pacientes com anemia falciforme, a isquemia periférica por vaso-oclusão induz liberação de VEGF e formação de neovasos periféricos em “leque do mar” (sea fan), com risco de hemorragia vítrea e descolamento tracional. Clássica classificação de Goldberg: I) oclusão arteriolar periférica; II) anastomoses; III) neovasos “sea fan”; IV) hemorragia vítrea; V) descolamento tracional.

Alternativa correta (D) – Justificativa: O achado mais característico da RFP é a neovascularização periférica em “leque do mar” no limite entre retina perfundida e não perfundida, secundária a oclusão vascular periférica. Esse padrão periférico diferencia a RFP de outras retinopatias proliferativas centradas no disco/mácula. Evidência: descrito em referências clássicas de Retina e em revisões do UpToDate e EyeWiki/AAO.

Por que as demais estão incorretas?

A) Microaneurismas e exsudatos no polo posterior são típicos de retinopatia diabética não proliferativa, não do padrão periférico isquêmico da RFP.

B) Veias dilatadas, tortuosidade e manchas algodonosas sugerem oclusão de veia central da retina ou retinopatia hipertensiva; manchas algodonosas são infartos da camada de fibras, não específicas, e não definem RFP.

C) Neovasos no disco óptico (NVD) são típicos da retinopatia diabética proliferativa. Na RFP, a neovascularização é predominantemente periférica, com menor acometimento do disco.

E) Atrofia macular com depósitos sub-retinianos lembra degeneração macular relacionada à idade, não um quadro vaso-oclusivo periférico por anemia falciforme.

Como reconhecer na prova: Diante de “anemia falciforme” + “retinopatia proliferativa”, procure por termos-chave como periferia isquêmica, anastomoses e neovasos em “leque do mar”. Evite distratores do polo posterior (microaneurismas, NVD).

Diagnóstico e exames: Fundoscopia com depressão escleral avalia a periferia; angiografia fluoresceínica (idealmente de campo amplo) demonstra áreas de não perfusão e os “sea fans”. OCT pode evidenciar alterações maculares associadas.

Conduta (para revisão): Muitos “sea fans” involuem por auto-infarção; indica-se fotocoagulação em área de não perfusão adjacente quando há neovasos ativos ou hemorragia; anti-VEGF pode ser coadjuvante; vitrectomia para hemorragia vítrea não resolvida ou descolamento tracional. Fontes: UpToDate (Sickle cell disease: Ophthalmologic complications), AAO EyeWiki, textos de Retina.

Pegadinha comum: confundir sinais de retinopatia diabética (microaneurismas, NVD) com RFP. O ponto de ouro é a neovascularização periférica em “leque do mar”.

Gabarito: D.

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