No transporte intra-hospitalar, é fundamental:
Gabarito comentado
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Tema central: Transporte intra-hospitalar com foco em segurança do paciente. Trata-se de um processo que exige planejamento, equipe capacitada, monitorização adequada e checagem de equipamentos para prevenir eventos adversos (extubação acidental, perda de acesso venoso, quedas, hipóxia, hipotermia).
Alternativa correta – D (Garantir a segurança do paciente): É o princípio norteador do transporte. Envolve: avaliação prévia (ABCDE), definição de nível de monitorização (SpO2, PA, ECG), oxigênio e via aérea assegurados, checagem de equipamentos/medicações (bombas, baterias, cilindro com pressão suficiente), comunicação entre setores, documentação, contenção e proteção térmica, e equipe adequada (incluindo profissional de enfermagem treinado). Diretrizes do American College of Critical Care Medicine/SCCM e consensos europeus (ESICM) recomendam uso de checklists e planejamento para reduzir riscos; no Brasil, o Ministério da Saúde orienta fluxos padronizados para transporte de pacientes críticos.
Por que as demais estão incorretas?
A (manter jejum): Jejum não é requisito universal do transporte. É indicado conforme risco de aspiração em procedimentos anestésicos; impor jejum a todos pode causar hipoglicemia/desnutrição e não aumenta a segurança do deslocamento.
B (evitar oxigênio): Ao contrário, deve-se assegurar disponibilidade e uso de oxigênio quando indicado, com monitorização da saturação. Hipóxia durante o deslocamento é evento adverso frequente e prevenível.
C (reduzir temperatura ambiente): A meta é manter normotermia, sobretudo em neonatos, idosos e politrauma. Reduzir a temperatura favorece hipotermia, coagulopatia e piora desfechos.
E (aumentar a velocidade de locomoção): Velocidade excessiva aumenta risco de quedas, colisões e desfixação de dispositivos. Mesmo em urgência, a condução deve ser célere porém segura, seguindo rota e comunicação prévia.
Estratégia de prova: Quando o enunciado usa “é fundamental”, procure o princípio universal de segurança e desconfie de termos absolutos que restringem cuidados (“evitar oxigênio”, “aumentar velocidade”). Pense em checklist: paciente estável, monitorização, via aérea/oxigênio, acesso venoso, equipamentos/baterias, equipe e comunicação.
Referências essenciais: SCCM/ACCM Guidelines for the Transport of the Critically Ill; ESICM consensus on intra-/inter-hospital transport; Ministério da Saúde (Brasil) – recomendações para transporte de pacientes críticos; UpToDate – Transport of the adult patient within the hospital.
Gabarito: D – Garantir a segurança do paciente.
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