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Q1248438 Medicina
Homem de 25 anos chega à sala de emergência com palpitações e história de síncope após esforço físico. No exame físico, ritmo cardíaco irregular, frequência cardíaca 155 bpm, ictus propulsivo e sopro sistólico em foco aórtico aumentado com a manobra de Vasalva. O eletrocardiograma mostra ritmo irregular sem onda P. A medicação contra-indicada para o caso é:
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Tema central: A questão trata do manejo medicamentoso da fibrilação atrial (FA) em paciente com provável cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva (CMH). Reconhecer contraindicações medicamentosas em situações específicas é frequente em prova de concursos para Medicina.

Quadro clínico e diagnóstico: Paciente jovem com síncope pós-esforço, palpitações, ritmo irregular e sopro sistólico aumentado na manobra de Valsalva aponta fortemente para CMH. O ECG confirma ritmo irregular sem onda P, típico de FA.

Justificativa da alternativa correta (D – Digoxina):

A digoxina, apesar de ser medicação clássica para o controle de frequência ventricular em FA, tem potencial para agravar a obstrução dinâmica do VE na CMH. Conforme as Diretrizes Brasileiras de Fibrilação Atrial:“O uso de digoxina deve ser evitado na CMH, pois pode aumentar o gradiente de obstrução”. Além disso, o risco de arritmias ventriculares graves é aumentado. Desta forma, a digoxina é CONTRAINDICADA.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) MetoprololBeta-bloqueador é de escolha na CMH, pois reduz contratilidade e melhora sintomas.
  • B) Propranolol – Mesmo mecanismo do metoprolol; recomendado pelo efeito cronotrópico negativo e redução do gradiente obstrutivo.
  • C) DiltiazemBloqueador de canal de cálcio (não di-hidropiridínico), também útil para controle do ritmo/frequência na FA e aceito na CMH em casos selecionados.

Estratégias de prova: Atenção para pegadinha: apesar de digoxina ser largamente usada em FA, há contraindicação específica na CMH. Observe também palavras como “contraindicada” e sempre relacione quadro clínico ao ECG e exame físico (sopro que aumenta no Valsalva faz pensar em CMH).

Protocolos e evidências: Segundo o PCDT brasileiro de FA (p.23), e o Harrison's Principles of Internal Medicine, “Digitálicos não devem ser utilizados em CMH devido ao aumento do risco de arritmia e agravamento da obstrução”.

Resumo:

Digoxina é contraindicada na fibrilação atrial associada à cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva. Beta-bloqueadores ou bloqueadores de canal de cálcio não di-hidropiridínicos são escolhas seguras, conforme diretrizes atuais.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa D, Digoxina. O paciente apresenta sinais de taquicardia supraventricular com fibrilação atrial, e a digoxina é contraindicada nesses casos, pois pode aumentar a condução através do nódulo AV e agravar a arritmia. O Metoprolol e o Propranolol são betabloqueadores que são frequentemente usados para controlar a frequência cardíaca em pacientes com fibrilação atrial, e o Diltiazem é um bloqueador de canal de cálcio que também pode ser usado para controlar a frequência cardíaca em pacientes com fibrilação atrial. No entanto, a Digoxina é contraindicada nesses casos e pode piorar a condição do paciente.

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