No período “No estado em que anda minha vida, quanto mais me...

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Q566609 Português
A questão abaixo tomará por base a continuação da crônica de Wanda Sily, publicada no jornal Século Diário (ES), de 18/08/2012.
Sônia de quê, pergunta sem interrogação, pois acha que ela não vai responder. Sônia Dalmin Roger. Parece nome de casada, diz. Fui, mas como você estou em fase de reabilitação. Sozinha, sem sono e sem senso de humor, ele pensa mas não fala. Por que não toma um relaxante? Porque não tenho em casa. Nem eu. E você, tem nome ou se esconde atrás de um pseudônimo? ela quer saber. Amado, Olavo Amado. Omitiu o de Jesus, uma humilhação. Não há quem não ria ou zombe, ou morra de pena quando lhe ouve o nome. Amado de Jesus, sem emprego, sem sono e sozinho? com certeza ela perguntaria. A mãe queria que ele fosse padre. Vou pra cama ou amanhã estarei um lixo pra tal entrevista... Ela diz que vai também, e aconselha meditação, sempre ajuda. No estado em que anda minha vida, quanto mais medito pior fica. Ela joga uns rs, rs, rs, achando que é brincadeira. Não sabe da missa um terço, diria minha mãe, se ainda pudesse dizer alguma coisa. Vai direto da insônia para a entrevista, e na sala cheia de candidatos que passaram a noite dormindo, procura alguém que possa se chamar Sônia e com cara de sono, mas coincidências nunca acontecem duas vezes, dizia o pai, que não o deixou ser padre.
Olavo Amado de Jesus! chama a secretária, e um repentino silêncio se faz no recinto. Segue para a sala que ela lhe indica. A Dra. Sônia vai atendê-lo.
No período “No estado em que anda minha vida, quanto mais medito pior fica.”, há nitidamente um uso linguístico que mostra uma ideia de:
Alternativas

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Tema central: A questão avalia interpretação de texto com foco no reconhecimento de orações subordinadas adverbiais proporcionais na norma-padrão da Língua Portuguesa.

Justificativa da alternativa correta:

No trecho "quanto mais medito pior fica", temos uma típica estrutura de proporcionalidade*. Segundo a norma-padrão (Evanildo Bechara, "Moderna Gramática Portuguesa"), as orações subordinadas adverbiais proporcionais indicam uma relação direta ou inversa entre fatos: “Quanto mais x, mais/menos y”. Aqui, a ideia transmitida é que à medida que a intensidade de um fato aumenta (a meditação), o resultado se agrava (a vida piora) — ou seja, proporcionalidade inversa.

Estratégia: ao identificar estruturas como “quanto mais... mais/menos”, “à medida que...”, estamos diante de relações proporcionais.

Análise das alternativas incorretas:

B) contrariedade: Contrariedade indica oposição direta (ex: “Ele queria sair, porém ficou em casa”). O trecho não expressa oposição, e sim uma relação de efeito-proporção.
C) probabilidade: Envolve probabilidade de ocorrência (“Talvez chova amanhã”). Não há indicação de dúvida ou possibilidade aqui.
D) conclusividade: Relaciona-se a conclusão (“Portanto, chegou tarde”). O trecho não conclui nada, apenas estabelece relação de proporção.
E) contemporaneidade: Trata de fatos simultâneos (“Enquanto um fala, outro escuta”). Não é o caso; o destaque está no aumento proporcional de um fator e do efeito, não na simultaneidade.

Resumo da estratégia para questões similares: Ao identificar pares correlativos como "quanto mais... mais" ou "quanto mais... menos", foque sempre na ideia de proporcionalidade — seja ela direta ou inversa. Essa análise é essencial para evitar pegadinhas comuns em provas, especialmente quando as alternativas trazem termos parecidos em sentido geral, mas distintos em valor lógico.

Comentário final: A estrutura analisada é clássica, recorrendo à construção proporcional, fato bem documentado em gramáticas de referência como as de Bechara e Cunha & Cintra. Mantenha atenção total aos conectivos, pois eles são o “fio condutor” da relação semântica entre as orações.
Alternativa correta: A) proporcionalidade.

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quanto mais medito pior fica - PROPORCIONALIDADE

Conjunções Proporcionais

Conjunções proporcionais iniciam uma oração subordinada em que mencionamos um fato realizado para realizar-se simultaneamente com o da oração principal.

 

À medida que, ao passo que, à proporção que, enquanto, quanto mais... (no sentido de mais), quanto mais... (no sentido de tanto mais), quanto mais... (no sentido de menos), quanto menos... (no sentido de menos), quanto menos... (no sentido de tanto menos), quanto menos (no sentido de mais), quanto menos (tanto mais).

 

Exemplos:

 

À medida em que o tempo passava, confortava-se.

 

Não gostava da sogra, quanto mais da cunhada.

 

https://www.todamateria.com.br/conjuncoes-subordinativas/

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