A dieta líquida é indicada principalmente para pacientes:
Gabarito comentado
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Tema central: uso da dieta líquida na assistência nutricional. Ela é indicada quando há limitação temporária da mastigação e/ou deglutição, mas o trato gastrointestinal está funcional. Costuma-se progredir em etapas: líquida clara (água, chás, caldos coados, gelatina) → líquida completa (leite, iogurtes, sopas batidas) → pastosa/branda → geral.
Alternativa correta: A – Pós-operatório de cirurgias na boca
Após procedimentos na cavidade oral (ex.: exodontias, cirurgias maxilofaciais), há dor, edema e risco de sangramento, tornando a mastigação e a deglutição de sólidos difíceis e potencialmente traumáticas. A dieta líquida reduz o esforço mastigatório, protege o sítio cirúrgico e mantém hidratação e aporte calórico básico, com progressão conforme tolerância. Referências: UpToDate – Postoperative care in oral/maxillofacial surgery; Ministério da Saúde – Protocolos de Terapia Nutricional; BRASPEN.
Por que as outras não se aplicam:
B – Febre alta: Febre aumenta o gasto energético e as perdas insensíveis, exigindo hidratação adequada, porém a dieta pode ser normal se houver tolerância. Não há indicação de restringir a “líquida” por si só. Diretrizes recomendam manter ingestão calórica/proteica e líquidos conforme aceitação (Harrison’s; OMS – manejo de febre).
C – Alergia alimentar: O manejo é a eliminação do alergênico e eventual uso de fórmulas específicas (ex.: extensamente hidrolisadas), não uma dieta líquida genérica. Restringir a “líquida” pode levar a deficiências nutricionais sem tratar a causa (SBP/WAO – diretrizes de alergia alimentar).
D – Fratura exposta: A necessidade é suporte hipercalórico/hiperproteico para cicatrização, mantendo via oral habitual se possível. Não há relação entre fratura de membro e forma “líquida” da dieta, salvo outras contraindicações (UpToDate – Fracture care; BRASPEN).
E – Queimadura extensa: Pacientes queimados requerem altas demandas calóricas e proteicas e nutrição enteral precoce preferencialmente por sonda, não uma dieta líquida simples por via oral, que é insuficiente para as necessidades (ESPEN/ASPEN – Nutrição em queimados).
Estratégia de prova: procure a situação em que há impossibilidade de mastigar mas o intestino funciona (ex.: cirurgias de boca). Atenção à pegadinha “hidratação ≠ dieta”: febre e queimaduras pedem mais líquidos, mas não justificam forma líquida exclusiva da dieta. Em disfagia com risco de aspiração, preferem-se líquidos espessados, não dieta líquida rala.
Referências essenciais: Ministério da Saúde – Protocolos/Manual de Terapia Nutricional; BRASPEN Diretrizes; UpToDate (Diet advancement after surgery; Nutrition support in burn patients); ESPEN/ASPEN.
Gabarito: A
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