Homem de 56 anos, portador de insuficiência cardíaca isquêmi...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: O caso aborda o manejo do diabetes tipo 2 em paciente com insuficiência cardíaca isquêmica e doença renal crônica, focando no benefício adicional cardiovascular e renal de terapias hipoglicemiantes.
Justificativa da alternativa correta (A – Empaglifozina):
A empaglifozina é um inibidor do SGLT2 comprovadamente benéfico para redução de mortalidade cardiovascular e hospitalizações em insuficiência cardíaca, especialmente em pacientes diabéticos e com disfunção renal leve a moderada.
Segundo a CONITEC e os estudos EMPEROR-Reduced, a associação de empaglifozina à terapêutica padrão, além de controlar a glicemia, reduz internações e eventos cardiovasculares graves, com proteção renal adicional (“reduziu o risco de hospitalizações por insuficiência cardíaca em média por 31%”). Trata-se, portanto, da opção que, simultaneamente, otimiza o controle glicêmico e reduz mortalidade cardiovascular.
Seu mecanismo atua pela excreção urinária de glicose e leve efeito diurético-osmótico, sendo seguro na DRC estágio IIIa, com perfil de segurança favorável neste perfil de paciente.
Análise das alternativas incorretas:
B) Vildagliptina: Embora seja um inibidor da DPP-4, que ajuda no controle glicêmico, não apresenta benefício comprovado em desfechos cardiovasculares ou renais significativos. Não é a escolha para redução de mortalidade cardíaca.
C) Insulinoterapia: A insulina é indicada para controle metabólico intenso, mas não reduz desfechos cardiovasculares em insuficiência cardíaca. Pode associar-se inclusive a maior risco de hipoglicemia e retenção hidrossalina, piorando IC.
D) Gliclazida: Sulfoniuréias como a gliclazida controlam a glicemia, mas não reduzem mortalidade cardiovascular e aumentam risco de hipoglicemia, além de não serem seguras em DRC avançada.
Dica para provas:
Identifique termos-chave como “redução de mortalidade cardiovascular” e “doença renal crônica”. Procure sempre associar o perfil do paciente à evidência de benefício adicional ao indicar terapia.
Resumo final:
A melhor conduta é associar a empaglifozina, que oferece benefício glicêmico, cardiovascular e renal, alinhada às principais diretrizes e protocolos oficiais.
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Comentários
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Mas se ele tem doença renal, vai administrar um remédio que age nos rins? Na reabsorção renal da glicose? Não entendi!
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