O uso de técnicas assépticas tem como objetivo principal:
Gabarito comentado
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Tema central: Técnica asséptica é o conjunto de medidas para evitar a contaminação por microrganismos durante procedimentos (ex.: punções, curativos, cateteres, cirurgias). Envolve higiene das mãos, antissepsia da pele, uso de campo e materiais estéreis, barreiras (luvas/avental/mascara) e manutenção do campo estéril.
Gabarito: D – Prevenir infecções. A finalidade principal é impedir a transmissão e a entrada de agentes infecciosos no paciente, reduzindo IRAS (infecções relacionadas à assistência), como infecção de sítio cirúrgico, corrente sanguínea associada a cateter e ITU por sonda. Diretrizes da OMS/WHO (Higiene das Mãos), CDC (prevenção de SSI, CLABSI) e ANVISA (Medidas de Prevenção de IRAS) enfatizam a técnica asséptica como pilar central de biossegurança.
Estratégia de prova: Atenção à palavra “principal”. Custos, conforto e tempo de internação podem melhorar indiretamente, mas não são o objetivo primário. Quando a alternativa trouxer um benefício secundário, desconfie e procure a opção que descreve a finalidade imediata do procedimento.
Análise das alternativas:
- A – Reduzir custos hospitalares: Consequência indireta. As infecções elevam custos; ao preveni-las, custos caem, mas não é o objetivo da técnica. (ANVISA; OMS).
- B – Evitar queda de pressão arterial: Não é objetivo da assepsia. Hipotensão pode ocorrer por choque séptico, mas a técnica asséptica atua antes, prevenindo a infecção, não corrigindo hemodinâmica.
- C – Melhorar o conforto do paciente: Pode até reduzir desconfortos derivados de infecções, porém campos estéreis e antissepsia podem ser pouco confortáveis. Conforto não é a finalidade.
- D – Prevenir infecções: Correta. Asepsia evita contaminação cruzada e colonização/invasão por patógenos, reduzindo IRAS (CDC 2017; OMS/WHO; ANVISA).
- E – Diminuir o tempo de internação: Efeito indireto da redução de infecções. Não define o propósito essencial da técnica.
Exemplos práticos que materializam o objetivo: antissepsia cutânea com clorexidina alcoólica 2% antes de cateter venoso central; técnica estéril em sondagem vesical; higiene das mãos nos “5 momentos” (OMS). Todos visam quebrar a cadeia de transmissão.
Termos-chave: Contaminação (contato com microrganismos), colonização (presença sem invasão), infecção (invasão com resposta inflamatória). A técnica asséptica atua prevenindo a contaminação/colonização que precedem a infecção.
Referências essenciais: OMS/WHO – Diretrizes de Higiene das Mãos; CDC – Guidelines for Prevention of Surgical Site Infection e CLABSI; ANVISA – Medidas de Prevenção de IRAS. Revisões como UpToDate corroboram a redução de infecções com técnica asséptica adequada.
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