Mulher, 45 anos, hipertensa e epiléptica prévia, chega ao p...
Gabarito comentado
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Tema central: O caso aborda insuficiência renal aguda (IRA) secundária a pielonefrite complicada, evoluindo com choque séptico e necessidade de UTI, em uma paciente com múltiplos fatores de risco clínicos e medicamentosos.
Justificativa da alternativa incorreta (E):
A biópsia renal de urgência não é indicada para elucidação diagnóstica em quadros de IRA com causa clínica evidente, como pielonefrite complicada por sepse. Nestes casos, a conduta é pautada por avaliação clínica e laboratorial, e o protocolo do Ministério da Saúde enfatiza o manejo do choque e da infecção (PCDT Infecção do Trato Urinário, 2022). Reservamos a biópsia para IRA de etiologia indefinida ou quando há suspeita de glomerulopatias rapidamente progressivas (Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª edição).
Análise das demais alternativas:
A) CORRETA PARCIALMENTE. De fato, hidroclorotiazida pode contribuir para hipovolemia e IRA, especialmente a pré-renal. Apesar de a fenitoína raramente causar IRA intrínseca, a questão refere-se à possibilidade, não sendo o maior erro conceitual da lista.
B) CORRETA. Miomatose volumosa pode causar obstrução urinária e IRA pós-renal (UpToDate – Acute kidney injury: Etiology and differential diagnosis in adults, 2022).
C) CORRETA. A paciente apresenta sinais clássicos de choque séptico (taquicardia, hipotensão, rebaixamento), compatíveis com a principal causa da evolução clínica.
D) CORRETA. O uso crônico de diuréticos está associado a hipovolemia, agravada na presença de hipotensão e taquicardia, favorecendo IRA pré-renal (Diretriz Brasileira de Hipertensão 2020, SBC, p.16).
Pontos-chave para provas:
- Fique atento quando a alternativa propuser exame invasivo de urgência sem respaldo em evidências.
- Reconheça IRA pós-renal, principalmente quando houver quadro obstrutivo urinário.
- Associar uso de diuréticos com possíveis agravos em situações de instabilidade clínica.
Resumo: O manejo da IRA nesta paciente é clínico e voltado à estabilização hemodinâmica e ao tratamento da infecção. A biópsia renal é desnecessária e não preconizada neste contexto.
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