A tática de Robert Kennedy Jr., o secretário de Saúde de Tru...

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A tática de Robert Kennedy Jr., o secretário de Saúde de Trump, para reduzir a lista de vacinas recomendadas pelo governo federal até que tem seu apelo. Ele diz que está apenas usando de bom senso e espelhando as recomendações da Dinamarca - uma nação rica da Europa que apresenta indicadores de saúde bem melhores que os dos EUA.
Um incauto até poderia se sentir tentado a abraçar o argumento. Não só a Dinamarca, mas vários países europeus têm listas de vacinas da infância bem mais curtas que a dos EUA. E que no velho continente existem bons sistemas de saúde pública e as doenças infecciosas estão mais contidas do que no novo mundo. Ali, sai bem mais barato diagnosticar e tratar precocemente os poucos casos que surgirão do que vacinar todas as crianças contra moléstias que elas nunca pegarão.
E as autoridades sanitárias europeias não padecem do antivacinismo ideológico. Se a situação epidemiológica mudar, as vacinas serão rapidamente incluídas no calendário de imunizações.

(Hélio Schwartsman, 30/12/2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2025/12/faca-a-americadoente-de-novo.shtml

A crítica do articulista ao argumento de Robert Kennedy Jr. pode ser resumida pelo fato de que
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a crítica construída por contraste contextual: o texto mostra que a plausibilidade do argumento de Kennedy Jr. depende de condições próprias da Europa, como “bons sistemas de saúde pública” e “doenças infecciosas” mais contidas. Assim, a resposta deve resumir a incompatibilidade entre esse modelo e a realidade dos EUA, o que conduz ao gabarito E.

Tema central: contraste entre contextos
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa erra por transformar a crítica em uma conclusão econômica categórica sobre os EUA. O texto afirma apenas que, no contexto europeu, “Ali, sai bem mais barato diagnosticar e tratar precocemente os poucos casos que surgirão...”. Esse “Ali” restringe a ideia ao contexto europeu. Não há afirmação de que, nos EUA, a redução da lista de vacinas não levaria a barateamento do tratamento.
B
Errada
A alternativa acrescenta uma consequência causal que o texto não formula. O articulista não diz que a recomendação do secretário dificultaria diagnóstico e tratamento precoce, nem que isso pioraria os indicadores de saúde dos EUA. A menção a indicadores melhores na Dinamarca e ao diagnóstico precoce serve para caracterizar o contexto europeu, não para prever esse efeito específico nos EUA.
C
Errada
O erro está na mudança de referência contextual. O texto diz que “as autoridades sanitárias europeias” incluiriam rapidamente vacinas se a situação epidemiológica mudasse. Isso caracteriza a postura institucional europeia. A alternativa desloca indevidamente essa informação para a proposta de Kennedy Jr. nos EUA, algo que o texto não afirma.
D
Errada
A alternativa deturpa o posicionamento do articulista. O texto não diz que o discurso do secretário carece de bom senso; ao contrário, afirma que a tática “até que tem seu apelo” e que um incauto poderia sentir-se tentado a aceitá-la. Também não há afirmação de que ele ignora as autoridades sanitárias dos EUA. A expressão sobre “antivacinismo ideológico” aparece para caracterizar as autoridades europeias em contraste, não para sustentar, nos termos da alternativa, o resumo da crítica.
E
Certa
A alternativa E está correta porque resume com fidelidade o núcleo argumentativo do texto: o secretário apoia sua posição em práticas adotadas por sistemas de saúde europeus, mas o articulista mostra que essas práticas se explicam por condições específicas daquele contexto, como melhores sistemas de saúde pública e menor incidência de doenças infecciosas. A crítica, portanto, não é simplesmente à existência de listas menores, e sim à transposição desse modelo para uma realidade que o texto apresenta como diferente da dos EUA.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre o exemplo europeu e uma regra geral: várias alternativas parecem plausíveis porque reaproveitam elementos do texto, mas trocam a crítica central — inadequação da comparação entre contextos distintos — por efeitos, intenções ou conclusões que o texto não autoriza.
Dica para questões semelhantes
  • Em perguntas que pedem o resumo da crítica central, procure a relação de contraste que organiza o texto, não um detalhe isolado.
  • Observe os marcadores de referência contextual, como “Ali”: eles limitam o alcance da afirmação e impedem generalizações indevidas.
  • Elimine alternativas que acrescentem consequências específicas não ditas no texto, mesmo que pareçam coerentes com o tema.
  • Quando o texto compara realidades diferentes, a resposta correta costuma preservar exatamente essa diferença, sem transformá-la em condenação absoluta.

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A tática de Robert Kennedy Jr., o secretário de Saúde de Trump, para reduzir a lista de vacinas recomendadas pelo governo federal até que tem seu apelo. Ele diz que está apenas usando de bom senso e espelhando as recomendações da Dinamarca - uma nação rica da Europa que apresenta indicadores de saúde bem melhores que os dos EUA.

Um incauto até poderia se sentir tentado a abraçar o argumento. Não só a Dinamarca, mas vários países europeus têm listas de vacinas da infância bem mais curtas que a dos EUA. E que no velho continente existem bons sistemas de saúde pública e as doenças infecciosas estão mais contidas do que no novo mundo. Ali, sai bem mais barato diagnosticar e tratar precocemente os poucos casos que surgirão do que vacinar todas as crianças contra moléstias que elas nunca pegarão.

E as autoridades sanitárias europeias não padecem do antivacinismo ideológico. Se a situação epidemiológica mudar, as vacinas serão rapidamente incluídas no calendário de imunizações.

Diversas discriminações entre os sistemas de saúde europeu e norte-americano corroboram com o apresentado no item E

A alternativa correta é:

E

✅ Por que a alternativa E está correta?

O texto mostra que o argumento de Robert Kennedy Jr. parece plausível à primeira vista, mas o articulista critica justamente a comparação indevida entre realidades diferentes.

A ideia central é:

  • Países europeus (como a Dinamarca) têm menos vacinas porque:
  • possuem melhores sistemas de saúde pública
  • têm menos circulação de doenças infecciosas
  • conseguem diagnosticar e tratar rapidamente

➡️ Ou seja, essas condições não são necessariamente iguais às dos EUA.

✔ Portanto, a crítica é que ele está importando um modelo de um contexto diferente, o que pode ser inadequado.

❌ Por que as outras estão erradas?

A)

❌ O texto não afirma que não haveria barateamento.

  • Pelo contrário, menciona que na Europa pode sair mais barato tratar do que vacinar em massa.

B)

❌ O texto não diz que a medida dificultaria diagnóstico/tratamento.

  • Na verdade, afirma que na Europa isso funciona bem.

C)

❌ Errado porque o texto afirma exatamente o oposto:

  • Diz que as autoridades europeias incluem rapidamente vacinas se necessário.

D)

❌ O texto diz claramente:

  • “as autoridades sanitárias europeias não padecem do antivacinismo ideológico”
  • Ou seja, não acusa o argumento de ideológico diretamente.

 

Não sei como acertei. Mas demorei.

GAB E

O texto estabelece que, na Europa, existem sistemas de saúde pública robustos e doenças infecciosas mais contidas, permitindo uma estratégia diferente. Ao tentar aplicar a mesma lógica aos EUA — sem ter as mesmas condições prévias —, o secretário está comparando realidades incompatíveis. O erro do argumento não é apenas a vacina em si, mas a premissa de que "o que funciona lá, funciona aqui" sem levar em conta as variáveis estruturais de cada país.

A) Incorreta. O texto não foca no custo do tratamento nos EUA em si, mas na diferença estrutural dos sistemas que permite ou não a redução da lista de vacinas.

B) Incorreta. O texto não afirma que a recomendação dificultaria o diagnóstico, mas sim que os EUA não possuem a rede eficiente (que os europeus têm) para realizar esse diagnóstico e tratamento precocemente caso a vacinação seja reduzida.

C) Incorreta. Embora o texto mencione que os europeus incluiriam vacinas rapidamente se a epidemiologia mudasse, a crítica central de Schwartsman não é sobre a agilidade de Kennedy Jr. em mudar de ideia, mas sobre a base de comparação inadequada entre os dois países.

D) Incorreta. Embora o título da coluna (no link) sugira o antivacinismo, o texto analisado foca na análise lógica do argumento "Dinamarca vs. EUA". A alternativa D foca no "viés ideológico", mas a crítica textual é técnica: a diferença entre as realidades dos sistemas de saúde.

E) CORRETA. Esta alternativa resume o parágrafo central. O autor destaca que na Europa "existem bons sistemas de saúde pública" e que lá "sai mais barato diagnosticar e tratar" do que vacinar. Ao comparar os EUA (onde o sistema de saúde pública é sabidamente diferente e menos abrangente que o dinamarquês) com a Dinamarca, o secretário ignora as características distintas de cada sistema.

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