Transpõe-se adequadamente uma passagem do texto para o discu...
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DISCURSO DIRETO:
- é introduzido por um verbo de elocução, seguido de dois-pontos e mudança de linha para um novo parágrafo;
- é iniciado por um travessão, que indica a mudança da voz do narrador para a voz da personagem;
- é feito na 1.ª pessoa do discurso (eu ou nós).
DISCURSO INDIRETO:
- é introduzido por um verbo de elocução, seguido de uma preposição que marca a mudança da voz do narrador para a reprodução da voz da personagem feita também pelo narrador.
- é construído na mesma frase, não havendo mudança de linha ou de parágrafo;
- é feito na 3.ª pessoa do discurso (ele, ela, eles, elas).
Fonte: Comentários Qc
Bom Estudos!!
Resposta: E
Justificativa: Converte corretamente o enunciado direto para o indireto, ajustando tempos (“vou aquinhoar” → “concederia”), pessoa/pronomes (“te” → “lhe”) e mantendo a relação causal (“assim sendo”). As demais mantêm traços de discurso direto, má concordância ou construção inadequada.
Errei porque, para mim, a letra "E" deveria ter uma mesóclise (conceder-lhe-ia).
Boa noite! Essa questão de Discurso Indireto é um clássico de provas de Português (como FCC e Vunesp). O segredo aqui é identificar onde o examinador "misturou" as características do discurso direto com o indireto.
No Discurso Indireto, o narrador conta o que foi dito, então as marcas de interlocução direta (como "eu", "você", "teu", "digo-lhe", aspas e pontos de interrogação) devem desaparecer ou ser adaptadas para a 3ª pessoa.
Aqui está o comentário item por item:
A) Incorreta
O erro: Uso de pronome de 2ª pessoa ("essa sua couraça") em um contexto que deveria ser estritamente de 3ª pessoa. Além disso, a estrutura "houvesse de durar" soa como uma tentativa de comando direto mal adaptada. No indireto, o ideal seria: "...afiançou à tartaruga que, por ela se dar bem com aquela couraça, duraria muitos anos."
B) Incorreta
O erro: Esta alternativa está totalmente no Discurso Direto. O uso de verbos na 1ª pessoa ("digo-lhe") e pronomes de tratamento direto ("você deve") são características de quando alguém está falando diretamente com outro. No indireto, o "eu" vira "ele".
C) Incorreta
O erro: Novamente, temos marcas de diálogo direto misturadas. O uso do pronome "teu" e do verbo "mereces" (2ª pessoa) indica que o narrador ainda está "falando" com o Papagaio. Para ser indireto, deveria ser: "...se plagiar os homens era de seu feitio, merecia uma vida longa."
D) Incorreta
O erro: Esta alternativa é a definição de Discurso Direto. O uso de aspas e do ponto de interrogação mantém a fala original exatamente como foi dita. No discurso indireto, não usamos aspas para a fala e a pergunta é transformada em uma afirmação narrativa (ex: O intendente perguntou-se se estaria certo...).
E) Correta (Gabarito)
Por que está certa: Veja como o narrador assumiu o controle total da frase. Não há aspas, não há "você", não há "eu".
"O intendente avaliou..." (Narrador descrevendo a ação).
"...decidiu que... lhe concederia..." (Uso correto da 3ª pessoa e correlação verbal: decidiu [passado] \rightarrow concederia [futuro do pretérito]).
Toda a "conversa" foi mastigada e contada pelo narrador.
Fonte menino gemini
O principal conhecimento exigido pela questão é saber diferenciar o discurso direto do indireto.
O discurso direto reproduz a fala exatamente como foi dita, mantendo pronomes, tempos verbais e marcas de oralidade, geralmente com aspas ou dois-pontos; por exemplo: Ele disse: “Eu farei isso amanhã”.
Já o discurso indireto subordina essa fala a um verbo dicendi, com adaptações de pessoa, tempo e deíxis, como em: Ele disse que faria aquilo no dia seguinte, havendo mudança de “eu” para terceira pessoa, de “farei” para “faria” e de “amanhã” para “no dia seguinte”.
Essa transposição exige estrutura subordinada (normalmente com “que” ou “se”), eliminação das marcas do direto e coerência temporal; por exemplo, a pergunta direta “Ele perguntou: ‘Você virá hoje?’” passa para o indireto como “Ele perguntou se ela viria naquele dia”, ajustando pronome, tempo verbal e referência temporal.
Como identificar corretamente, assim, o discurso?
Primeiro, verifique as marcas formais: se há aspas, travessão ou dois-pontos introduzindo fala literal (ex.: Ele disse: “Vou sair agora”), trata-se de discurso direto.
Segundo, observe se há verbo dicendi seguido de oração subordinada (geralmente com “que” ou “se”), como em “Ele disse que sairia”, o que indica discurso indireto.
Terceiro, analise se houve adaptação de pessoa, tempo e deíxis: “eu” → “ele”, “agora” → “naquele momento”, “irei” → “iria”; se essas mudanças ocorreram, confirma-se o indireto.
Olhando para a questão você pode perceber facilmente que a única alternativa que tem essas característica do discurso indireto é a alternativa E:
O intendente avaliou a intenção do Cach0r00 e decidiu que, assim sendo, (ele) lhe concederia uns poucos anos.
- o verbo é seguido de oração subordinada "que"
- há adaptação de pessoa "ele" e tempo "concederia"
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