O esquema básico com 2RHZE/7RH (2 meses de rifampicina, ison...
O esquema básico com 2RHZE/7RH (2 meses de rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol/7 meses de rifampicina, isoniazida) está indicado para o tratamento dos casos novos de tuberculose:
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Tema central: O foco desta questão é o tratamento específico das formas extrapulmonares da tuberculose, especialmente a meningoencefálica, mostrando a importância de reconhecer indicações de esquemas prolongados conforme diretrizes oficiais.
Justificativa da alternativa correta (A – Meningoencefálica): Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde para coinfecção HIV/TB (Quadro 5), o tratamento da tuberculose meningoencefálica deve ser feito com o esquema 2RHZE/7RH (2 meses de rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol, seguidos de 7 meses de rifampicina e isoniazida). A escolha deste esquema prolongado (totalizando 9 meses) ocorre pela grande dificuldade de penetração dos fármacos no sistema nervoso central e pelo risco aumentado de complicações neurológicas e recaídas caso o tratamento seja encurtado.
No manejo clínico, associa-se ainda o uso de corticosteroides (prednisona ou dexametasona), pois reduzem edema e diminuem as sequelas. Isso é reforçado em diretrizes nacionais e livros clássicos como o Harrison’s Principles of Internal Medicine (ed. 20, cap. 175).
Análise das alternativas incorretas:
B) Com coinfecção pelo HIV: Pacientes HIV+ SEM meningoencefalite seguem o esquema padrão de 2RHZE/4RH, com 6 meses de tratamento. Apenas meningite TB justifica o esquema prolongado neste grupo.
C) Ganglionar: Para tuberculose ganglionar, mantêm-se 6 meses totais (2RHZE/4RH), salvo exceções raras e complicações.
D) Pleural: O mesmo vale: tratamento padrão de 6 meses. Não há recomendação para o regime prolongado de 9 meses.
E) Óssea: Para TB óssea/articular, o PCDT também recomenda 2RHZE/7RH em situações selecionadas (como comprometimento vertebral com manifestações neurológicas), porém, a alternativa “meningoencefálica” se destaca porque, em toda suspeita de meningite, o esquema sempre é prolongado, constituindo o principal cenário clássico da diretriz.
Pontos de atenção em provas: Cuidado com enunciados que citam múltiplas formas extrapulmonares. Nem toda manifestação extrapulmonar exige extensão do tratamento: o maior indicativo é envolvimento do SNC (meningoencefálica).
Resumo: Marque sempre o esquema prolongado para meningite tuberculosa. Confie nas recomendações das diretrizes e na lógica da fisiopatologia.
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