Pode ser assim e seria ótimo..... mesmo que não se possa tra...

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Com base no mesmo assunto
Q26123 Português
O acordo ortográfico que visa a unificar a escrita do
português nos países que o adotam como língua oficial tem
implicações profundas de ordem técnica e comercial, além de
provocar ansiedade em brasileiros mergulhados em dúvidas no
seu empenho diário para falar e escrever bem. Dominar a
norma culta de um idioma é plataforma mínima de sucesso para
profissionais de todas as áreas. Engenheiros, médicos, economistas,
contabilistas e administradores que falam e escrevem
certo, com lógica e riqueza vocabular, têm maior possibilidade
de chegar ao topo do que profissionais tão qualificados quanto
eles, mas sem o mesmo domínio da palavra. Por essa razão, as
mudanças ortográficas interessam e trazem dúvidas a todos.

As mudanças previstas podem ganhar contornos mais
amplos em um momento em que os idiomas nacionais sofrem
todo tipo de pressão desestabilizadora. Segundo o lingüista
David Crystal, a globalização e a revolução tecnológica da
internet estão dando origem a um novo mundo lingüístico. Entre
os fenômenos desse novo mundo estão as subversões da
ortografia presentes nos blogs e nas trocas de e-mails. David
Crystal cunhou o termo netspeak para designar as formas
inéditas de expressão escrita que a internet gerou. A inclusão
de símbolos audiovisuais, os links que permitem saltos de um
texto para outro - nada disso existia nas formas anteriores de
comunicação, que se tornou mais ágil e veloz, aproximando-se,
nesse sentido, da fala.

Até no âmbito profissional a objetividade eletrônica está
imperando. A carta comercial que iniciava com a fórmula "Vimos
por meio desta" é peça em desuso. Gêneros como a carta
circular e o requerimento caminham para a extinção; o e-mail
tem absorvido essas funções. Embora a língua sofra ataques
deformadores diários nos blogs e chats, a palavra escrita nunca
foi usada tão intensamente antes. Os mais otimistas apostam
que os bate-papos da garotada, travados com símbolos e
interjeições, podem ser a semente de uma comunicação escrita
mais complexa. Pode ser assim e seria ótimo. Por enquanto,
uma maneira de se destacar na carreira e na vida é mostrar nas
comunicações formais perfeito domínio da norma culta do
português. Vários estudos demonstram a correlação positiva
entre um bom domínio do vocabulário e o nível de renda,
mesmo que não se possa traçar uma correlação direta e linear
entre uma coisa e outra. Além de conhecer as palavras, é
preciso que se tenha alguma coisa a dizer, de forma clara e
racional.

(Jerônimo Teixeira. Veja. 12 de setembro de 2007, p. 88-91,
com adaptações)
Pode ser assim e seria ótimo

..... mesmo que não se possa traçar uma correlação direta e linear entre uma coisa e outra. Considere as formas verbais grifadas acima.

A correlação existente entre elas está corretamente reproduzida no par:
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A decisão depende da correlação modo-temporal entre as formas destacadas no trecho "Pode ser assim e seria ótimo [...] mesmo que não se possa traçar uma correlação direta e linear entre uma coisa e outra": "pode" está no presente do indicativo e "possa" está no presente do subjuntivo. Por isso, a alternativa correta é a que reproduz essa mesma relação, isto é, "traz - traga".

Tema central: correlação modo-temporal verbal
Análise das alternativas
A
Errada
"fala" está no presente do indicativo, mas "falava" está no pretérito imperfeito do indicativo. O erro está na segunda forma: ela não está no presente do subjuntivo, como exige a correlação do modelo.
B
Errada
"escrevia" está no pretérito imperfeito do indicativo e "escreveria" está no futuro do pretérito do indicativo. O par inteiro foge do padrão pedido, porque não há presente do indicativo na primeira posição nem presente do subjuntivo na segunda.
C
Errada
"está" coincide com a primeira parte do modelo, porque está no presente do indicativo, mas "esteve" está no pretérito perfeito do indicativo. A segunda forma quebra o critério decisivo, que exige presente do subjuntivo.
D
Errada
"denota" está no presente do indicativo, mas "denotaria" está no futuro do pretérito do indicativo. O candidato pode associar valor hipotético ao subjuntivo, mas morfologicamente a forma continua no indicativo, o que elimina a alternativa.
E
Certa
A alternativa E reproduz a mesma estrutura morfológica do par dado no texto: a primeira forma verbal está no presente do indicativo ("traz"), como "pode", e a segunda está no presente do subjuntivo ("traga"), como "possa". Como a questão pede a correlação entre as flexões verbais grifadas, e não relação de sentido entre os períodos, esse é o único par que mantém a combinação indicativo + subjuntivo no presente.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre valor semântico de hipótese e modo verbal, além de induzir o candidato a olhar só a primeira forma do par. O foco real está na identificação morfológica: presente do indicativo + presente do subjuntivo.
Dica para questões semelhantes
  • Identifique separadamente tempo e modo de cada verbo do par-modelo antes de olhar as alternativas.
  • Quando o enunciado fala em "correlação" entre formas verbais, verifique a estrutura morfológica, não o sentido global do texto.
  • Se houver locução como "mesmo que", confira se ela confirma o uso do subjuntivo na forma destacada.
  • Não trate forma com sentido hipotético como subjuntivo sem verificar a flexão verbal efetiva.

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Comentários

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* PODE ser assim e seria ótimo => Presente do Indicativo (3ª pessoa do singular)* que não se POSSA traçar => Presente do Subjuntivo (3ª pessoa do singular)A alternativa que reproduz a correlação existente é a "E"Traz => Presente do Indicativo (3ª pessoa do singular)Traga => (3ª pessoa do singular ou 1ª do singular)
Por eliminação fica fácil, mas, se for pensar bem, caberia um recurso nessa questão.
.
Poderia ser, também, o verbo tragar:

Presente do Indicativo
   eu trago
   tu tragas
   ele traga
   nós tragamos
   vós tragais
   eles tragam

Os verbos “Pode” e “possa” estão respectivamente nos tempos presente do indicativo e presente do subjuntivo. Note que os verbos “possa” e “traga” admitem o advérbio “talvez”. Isso marca a identificação do presente do subjuntivo. Como os verbos “pode” e “traz” estão no presente do indicativo, a alternativa correta é a (E).
Veja os outros: “fala” (presente do indicativo), “falava” (pretérito imperfeito do indicativo); “escrevia” (pretérito imperfeito do indicativo), “escreveria” (futuro do pretérito do indicativo); “está” (presente do indicativo), esteve (pretérito perfeito do indicativo); denota (presente do
indicativo), “denotaria” (futuro do pretérito do indicativo).
Fonte: Prof. Décio Terror
Bons estudos

 

GABARITO LETRA E 

 

CORRELAÇÃO VERBAL 

 

PRESENTE DO INDICATIVO + PRESENTE DO SUBJUNTIVO 

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