A afirmação por não querermos perder nada, acabamos perdendo...
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: A decisão depende da inferência pedida pelo enunciado a partir do 3º parágrafo: "por não querermos perder nada, acabamos perdendo tudo" retoma a ideia de que "nada se realiza sem perdas" e aponta a recusa em aceitar as renúncias necessárias às escolhas.
- Quando o enunciado pedir a "crença enganosa", marque a alternativa que formule a ideia refutada pelo texto, não a tese que o autor defende.
- Em questões de paráfrase, localize o trecho-síntese e verifique se a alternativa preserva a mesma relação de sentido; aqui, a chave é: realização exige perdas.
- Desconfie de alternativas com vocabulário próximo ao texto se elas mudarem o foco semântico central; proximidade lexical não garante fidelidade interpretativa.
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Comentários
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Resposta: D
Justificativa: O texto afirma que “nada se realiza sem perdas”; o engano é crer que é possível realizar desejos e projetos sem renúncias, tornando os sacrifícios “prescindíveis” — e, tentando não perder nada, perde-se tudo.
No terceiro parágrafo, Calligaris discute a natureza das escolhas e a dificuldade humana em lidar com a renúncia. Ele afirma que:
- Nada se realiza sem perdas: Para que uma escolha ganhe vida, é necessário abrir mão de outras possibilidades.
- A ilusão da totalidade: O erro reside na tentativa de manter todas as portas abertas ("por não querermos perder nada").
- A consequência: Ao tentar abraçar todas as potencialidades sem aceitar o sacrifício de nenhuma, a pessoa acaba não concretizando nada de forma plena ("acabamos perdendo tudo").
Portanto, a frase reflete a enganosa crença de que os sacrifícios e renúncias seriam prescindíveis (dispensáveis) para a realização. O autor defende justamente o contrário: o sacrifício é indispensável.
Não prestei atenção ao comando "reflete a enganosa crença de que"...
Paciência e atenção.
Um texto feito sob encomenda para o concurseiro...
Deus é bom...
A afirmação por não querermos perder nada, acabamos perdendo tudo (3º parágrafo) reflete a enganosa crença de que:
os sacrifícios a se fazer são prescindíveis (não precisam) para a nossa plena realização.
A alternativa correta é:
✅ D) os sacrifícios a se fazer são prescindíveis para a nossa plena realização.
✔ Explicação:
A frase:
“por não querermos perder nada, acabamos perdendo tudo”
critica a crença equivocada de que é possível:
alcançar tudo sem abrir mão de nada.
Mas o próprio texto diz:
“nada se realiza sem perdas”
Ou seja, a crença enganosa é achar que:
não é necessário fazer sacrifícios para se realizar plenamente.
Isso corresponde exatamente à alternativa D.
❌ Por que as outras estão erradas:
A) a busca de uma idealidade plena compensa com sobras o saldo da desilusão.
O texto não fala de compensação da desilusão, mas da recusa em aceitar perdas.
B) atingimos a plenitude de uma conquista quando nos submetemos aos nossos limites.
Essa ideia até é razoável, mas não é a crença criticada no trecho.
C) abandonamos nossos caminhos para o sucesso por falta de perseverança.
O problema não é falta de perseverança, e sim falta de disposição para renunciar (abrir mão).
E) o acesso às paixões e aos sonhos nossos é reconhecidamente custoso.
Isso está correto no texto, mas não é a crença enganosa — é justamente o contrário dela.
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