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Gabarito comentado
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Tema central: diagnóstico de doença pulpar diante de cárie profunda com exposição e tecido proliferado na cavidade.
Gabarito: C — pulpite crônica hiperplásica (pólipo pulpar)
Por que é a correta? A presença de pólipo pulpar (tecido vermelho, granulomatoso, que sangra facilmente e preenche a cavidade cariosa) em dente com grande comunicação com a cavidade oral, geralmente pouca dor ou apenas desconforto à mastigação, caracteriza pulpite crônica hiperplásica. É mais comum em molares jovens, com ampla irrigação, sob estímulo inflamatório crônico de baixa intensidade. O enunciado descreve exatamente esse quadro.
Fisiopatologia resumida: estímulo irritativo persistente e de baixa intensidade (cárie aberta) induz hiperplasia de tecido de granulação da polpa exposta, que prolifera em direção à cavidade cariosa. A resposta é crônica, não supurativa, e geralmente pouco dolorosa.
Diagnóstico clínico e exames: inspeção mostra massa tecidual avermelhada/protuberante; sangramento fácil à sondagem; testes de vitalidade podem ser inconclusivos; radiografia periapical pode ser normal ou com discreta ampliação do espaço do ligamento periodontal. O diagnóstico é essencialmente clínico.
Conduta recomendada: o dente é considerado com pulpite irreversível; o tratamento de escolha é tratamento endodôntico (pulpectomia e obturação) em dentes maduros. Em dentes imaturos, pode-se indicar pulpotomia (parcial/total) visando manter vitalidade radicular, quando critérios biológicos permitem. Extração é alternativa quando o prognóstico/restauração é desfavorável. (Cohen’s Pathways of the Pulp; AAE Guidelines).
Por que as outras estão erradas?
A) Pulpite crônica ulcerativa: há ulceração do tecido pulpar sem formação de massa hiperplásica; não forma pólipo que preenche a cavidade.
B) Pulpite aguda purulenta: quadro agudo com dor intensa, espontânea e exsudato purulento; não cursa com pólipo granulationado assintomático.
D) Pulpite aguda ulcerativa: processo agudo e doloroso com ulceração; incompatível com a evolução crônica e a presença de pólipo.
E) Pulpite aguda hiperplásica: é conceitualmente inconsistente; a hiperplasia pulpar é manifestação crônica, não aguda (armadilha clássica de prova).
Dica de prova: associe “pólipo pulpar + pouco doloroso + sangramento fácil + cavidade ampla” à pulpite crônica hiperplásica.
Referências essenciais: Cohen’s Pathways of the Pulp (12ª ed.); Ingle’s Endodontics (7ª ed.); American Association of Endodontists – Glossary of Endodontic Terms e guia de diagnóstico.
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