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Q2169803 Terapia Ocupacional
No estudo de Lourenço et al. (2020), o qual objetivou identificar a compreensão de gestores de Unidades de Saúde da Família de municípios que não contam com CAPSij, sobre saúde mental infanto juvenil, as autoras indicaram que os profissionais relacionam as questões de saúde mental diretamente às questões econômicas e sociais vivenciadas por crianças e adolescentes. Além disso, os resultados identificaram que o cuidado com as crianças e adolescentes em sofrimento psíquico tende a ser centralizado nos seguintes profissionais: 
Alternativas

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Alternativa correta: C - Médico e enfermeiros.

Tema central da questão: A questão aborda saúde mental infantojuvenil no contexto da Atenção Primária à Saúde, especificamente em municípios sem Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSij). O objetivo é identificar quais profissionais assumem a centralidade do cuidado a crianças e adolescentes em sofrimento psíquico nesses locais.

Resumo teórico: Em municípios onde não há CAPSij, o atendimento de saúde mental para crianças e adolescentes recai frequentemente sobre a equipe da Unidade de Saúde da Família (USF). Segundo a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB, 2017), a equipe mínima da USF é composta por médico, enfermeiro, técnico ou auxiliar de enfermagem e agentes comunitários. No entanto, a literatura científica mostra que, na prática, médicos e enfermeiros são os principais responsáveis pelas demandas de saúde mental, especialmente quando não há suporte especializado (Lourenço et al., 2020).

Justificativa da alternativa C:

Médico e enfermeiros são de fato os profissionais que concentram o cuidado nesses casos, pois são os protagonistas da equipe de Atenção Básica e frequentemente assumem o atendimento mesmo sem formação específica em saúde mental infantil, especialmente na ausência de equipes multiprofissionais ou especialistas. Isso está em consonância com os achados do estudo de referência e com as diretrizes do Ministério da Saúde (Brasil, 2013).

Análise das alternativas incorretas:

  • A - Médico e terapeuta ocupacional: Embora o terapeuta ocupacional atue em saúde mental, sua presença nas equipes básicas é rara, principalmente em municípios pequenos e sem CAPSij.
  • B - Enfermeiro e psicólogo: Psicólogos não fazem parte da equipe mínima da USF e, quando presentes, geralmente estão vinculados ao NASF, que não é obrigatório em todos os municípios.
  • D - Médico e auxiliar de enfermagem: O auxiliar de enfermagem auxilia em procedimentos, mas não tem centralidade no cuidado de saúde mental.
  • E - Enfermeiro e técnico de enfermagem: Técnicos e auxiliares apoiam, mas o atendimento clínico e acompanhamento são atribuições do enfermeiro e do médico.

Estratégias para interpretação: Atente-se a termos como "centraliza o cuidado", que indicam protagonismo. Foque nos profissionais da equipe mínima da USF e não se deixe confundir por profissões que, apesar de importantes, não são predominantes no contexto apresentado.

Fontes: Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica, 2017. Lourenço et al., 2020.

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