A vacinação da gestante é uma estratégia de saúde pública f...

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Q3615764 Enfermagem
A vacinação da gestante é uma estratégia de saúde pública fundamental, pois além de proteger a mulher durante um período de alterações imunológicas, também confere proteção ao recém-nascido por meio da transferência passiva de anticorpos. O profissional da sala de vacina deve ter domínio sobre as indicações, os esquemas e as contraindicações dos imunobiológicos para este grupo específico, garantindo uma assistência segura e eficaz. Sobre as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação para gestantes, analise as afirmativas a seguir: 
I.A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) deve ser administrada a todas as gestantes suscetíveis no segundo trimestre de gestação, para garantir a máxima transferência de anticorpos e prevenir a síndrome da rubéola congênita no feto.
II.A vacina adsorvida difteria, tétano e coqueluche (acelular) do tipo adulto, conhecida como dTpa, deve ser administrada a cada gestação, a partir da 20ª semana, visando primariamente à proteção do lactente contra a coqueluche nos primeiros meses de vida.
III.Para uma gestante com esquema vacinal antitetânico incompleto, com apenas uma dose prévia de dT, deve-se administrar duas doses da vacina dTpa com intervalo de 60 dias entre elas, para completar o esquema e já garantir a proteção contra a coqueluche.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas

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Tema central: imunização na gestação. O objetivo é proteger a gestante e, principalmente, o recém-nascido por meio da transferência passiva de anticorpos via placenta. Em provas, atenção às diferenças entre vacinas vivas (contraindicadas) e inativadas (permitidas), e ao fato de a dTpa ser aplicada em toda gestação.

Gabarito: D — II apenas.

Justificativa da alternativa correta (II): A dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) deve ser aplicada em cada gestação a partir da 20ª semana, visando proteger o lactente contra coqueluche nos primeiros meses, quando o risco de complicações e óbito é maior. A janela preferencial para máxima transferência de anticorpos é 27–36 semanas, mas não se deve adiar se houver oportunidade após 20 semanas. Diretrizes: Ministério da Saúde/PNI, SBIm, CDC, OMS.

Análise das afirmativas incorretas:

I) Tríplice viral (SCR) no 2º trimestre. Errado. A SCR é vacina viva atenuada e é contraindicada na gestação pelo risco teórico ao feto (rubéola congênita). A conduta é vacinar a mulher no pós-parto, se suscetível, e orientar evitar gestação por 28 dias após. Fontes: PNI/MS; OMS; UpToDate.

III) Esquema com duas dTpa (intervalo 60 dias) em gestante com 1 dose prévia de dT. Errado. Para esquema antitetânico incompleto, a gestante deve completar 3 doses (primovacinação 0 e 2 meses), sendo que uma das doses de dT pode ser substituída por dTpa a partir da 20ª semana. Não se indicam duas dTpa para completar a série. Exemplo prático: com 1 dT prévia, faltam 2 doses; recomenda-se 1 dT (para completar a série) e 1 dTpa (após 20 semanas), respeitando intervalo de 1–2 meses. Fontes: PNI/MS; SBIm.

Estratégia de prova:

  • Palavra-chave “viva” = contraindica na gestaç��o (ex.: SCR, varicela, febre amarela só em situações especiais).
  • “Cada gestação” = dTpa (não basta histórico prévio).
  • Esquema incompleto: pensar em completar 3 doses antitetânicas, com apenas uma substituída por dTpa.

Referências essenciais: Ministério da Saúde – PNI (Manuais de Imunização e de Atenção à Gestante); SBIm – Calendário de Gestantes; CDC – Tdap in pregnancy; OMS – position paper Pertussis.

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Comentários

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#​A vacina tríplice viral é composta por vírus vivos atenuados. Por esse motivo, ela é formalmente contraindicada para todas as gestantes, independentemente do trimestre de gestação, do histórico vacinal ou da suscetibilidade à rubéola.

#Recomendação: A vacina dTpa deve ser administrada a cada gestação, mesmo que a mulher já a tenha recebido em gestações anteriores ou tenha histórico vacinal completo de tétano e difteria (dT). A vacina deve ser administrada a partir da 20ª semana de gestação. Foco Principal: O objetivo primário desta vacinação é a proteção do recém-nascido e lactente contra a coqueluche.

#​A 2ª dose do esquema da gestante será obrigatoriamente a dTpa, administrada a partir da 20ª semana, com o objetivo primário de proteger o feto contra a coqueluche.

​A 3ª dose (que completa o esquema) será administrada 60 dias depois e pode ser a dT ou, preferencialmente, dTpa (se disponível e para maior segurança). O intervalo de 60 dias está correto.

  • Em gestantes NÃO vacinadas previamente, deve-se administrar três doses de vacinas contendo toxóide tetânico e diftérico com intervalo de 60 dias entre as doses, mínimo de 30 dias, sendo duas doses de dT em qualquer momento da gestação e uma dose de dTpa, a partir da 20ª semana de gestação.

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/dtpa

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