Homem, 65 anos, assintomático, foi submetido a uma colonosco...
Gabarito comentado
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Tema central: manejo de pólipo maligno (adenocarcinoma em pólipo séssil de 2 cm) identificado em colonoscopia de rastreamento: quando tratar endoscopicamente, quando indicar cirurgia e como fazer o estadiamento e o seguimento.
Alternativa INCORRETA: E
Justificativa (E): Em adenocarcinoma colorretal, o estadiamento inicial recomendado é TC de tórax, abdome e pelve com contraste. A RM hepática tem maior sensibilidade para metástases pequenas ou quando há lesões indeterminadas na TC, mas não é o “padrão-ouro” universal para avaliação de metástases hepáticas em todos os casos. A RM é mandatória especialmente no estadiamento local do reto e opcional para esclarecer achados hepáticos. Diretrizes NCCN, ESGE/ASGE e UpToDate sustentam TC como exame de primeira linha; RM é complementar.
Análise das demais alternativas:
A) Mucosectomia (EMR) em monobloco é aceitável para lesões ≤2 cm com suspeita de câncer superficial, pois permite avaliação completa de margens. Se a histologia confirmar ressecção R0 e fatores de baixo risco (moderada/boa diferenciação, sem invasão linfovascular, sem brotamento tumoral significativo, invasão submucosa superficial), o tratamento pode ser endoscópico definitivo. Para suspeita de invasão mais profunda, ESD pode ser preferível para garantir monobloco. (ESGE/ASGE)
B) A avaliação de invasão linfovascular é crucial: sua presença, assim como margem comprometida, pobre diferenciação, invasão submucosa profunda (≥1000 μm) ou tumor budding alto, indica risco elevado de metástase linfonodal e, portanto, colectomia oncológica com linfadenectomia. (NCCN, USMSTF)
C) Se a peça mostrar margens livres, sem invasão linfovascular e demais critérios de baixo risco, o seguimento endoscópico é suficiente. Em geral, colonoscopia de controle precoce (p.ex., 3–6 meses) para avaliar cicatriz e depois intervalos conforme achados. (USMSTF/ESGE)
D) Adenomas ≥1 cm definem adenoma avançado e elevam o risco de novos adenomas/CCR. A recomendação é encurtar o intervalo do seguimento colonoscópico (em muitos casos, cerca de 3 anos), ajustando conforme número, histologia e qualidade da limpeza. (USMSTF 2020/2021)
Estratégia para a prova: desconfie de expressões absolutas como “padrão-ouro”. Em câncer colorretal, pense: TC para estadiamento sistêmico inicial; RM pélvica para reto; RM hepática quando a TC é duvidosa ou para planejamento cirúrgico hepático. Em pólipo maligno, fixe os critérios de baixo vs alto risco para decidir entre vigilância endoscópica e cirurgia oncológica.
Referências úteis: NCCN Colon Cancer (2024), US Multi-Society Task Force (2020/2021), ESGE/ASGE Guidelines sobre ressecção endoscópica e pólipo maligno, UpToDate, Harrison’s.
Gabarito: E
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