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Q3192228 Medicina
Mulher, 38 anos, com história de colelitíase, foi admitida com dor abdominal intensa, febre e icterícia. Exames laboratoriais demonstram leucocitose e elevação significativa da bilirrubina direta. USG de abdome apresenta dilatação das vias biliares e coledocolitíase. A conduta mais adequada para o tratamento da paciente é: 
Alternativas

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Tema central: Colangite aguda por coledocolitíase com obstrução biliar. É uma emergência que requer drenagem biliar precoce para controlar a infecção e evitar sepse.

Raciocínio clínico: Dor abdominal + febre + icterícia configuram a Tríade de Charcot, somada a leucocitose, hiperbilirrubinemia direta e dilatação de vias biliares com cálculo no colédoco no USG. Diagnóstico de colangite aguda por cálculo é evidente. Segundo as Tokyo Guidelines 2018/23, a conduta é antibioticoterapia e drenagem biliar urgente (preferencialmente por CPRE), idealmente em até 24 horas.

Alternativa correta – A: CPRE de emergência com papilotomia e remoção do cálculo. É o método de escolha para descompressão da via biliar em colangite por coledocolitíase, resolve a obstrução e controla a infecção na fonte. Iniciar antibiótico e suporte hemodinâmico antes do procedimento. Após estabilização, indicar colecistectomia laparoscópica eletiva para prevenir recorrência. (Referências: Tokyo Guidelines 2018/2023; ASGE 2019; UpToDate; Harrison’s).

Análise das alternativas incorretas:

B - Administrar antibióticos e aguardar: Inadequado. Antibióticos são necessários, mas não substituem a drenagem. A fonte infecciosa permanece, com alto risco de sepse e falha clínica. Diretrizes recomendam descompressão precoce.

C - Drenagem percutânea das vias biliares (PTBD): Opção de resgate quando CPRE é indisponível, contraindicada ou falha (ex.: anatomia alterada, Duodenoscópio não passa, instabilidade extrema). Com CPRE factível, ela não é a primeira escolha.

D - Aguardar CPRM (colangiorressonância): Exame diagnóstico. Neste quadro já há diagnóstico estabelecido (clínica + lab + USG mostrando cálculo). Aguardar CPRM atrasa a terapia definitiva, piorando prognóstico.

E - Realizar ecoendoscopia (EUS): Também é exame diagnóstico, útil quando a probabilidade de coledocolitíase é intermediária. Aqui, com cálculo visto e colangite, não deve atrasar a CPRE terapêutica.

Estratégia em prova: Reconheça “Tríade de Charcot” + imagem de coledocolitíase = colangite. Procure a opção que cita drenagem biliar urgente por CPRE. Exames adicionais (CPRM/EUS) só se diagnóstico for incerto; PTBD é alternativa se CPRE não for possível.

Fontes: Tokyo Guidelines 2018/2023; ASGE guideline on choledocholithiasis (2019); UpToDate – Acute cholangitis; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Gabarito: A

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