Questão 05. A palavra que, textualmente, é utilizada como um...
Leia o texto para responder às questões que seguem.
DIPLOMACIA FAMILIAR
Precisamos acalmar os ânimos com os parentes
A vida em família é, na maioria das vezes, a nossa sustentação. A família aconchega, acolhe, defende, oferece segurança, é nossa fortaleza. Há momentos harmoniosos de convivência que melhoram a nossa qualidade de vida! (...) É o único grupo ao qual pertencemos a vida toda. É uma panelinha amorosa!
Mas, como tudo, a vida em família tem o seu outro lado: não é – e nunca foi – fácil viver em família. Dentro das quatro paredes, os conflitos, as cobranças, as pressões e as expectativas frustradas, (...) vêm à tona.
Normal! Afinal, como são os afetos que regem a vida do grupo familiar, não tinha como ser diferente, porque eles sempre andam aos pares, com seus opostos. É por isso que, onde há amor, há ódio, também. Só não há indiferença, porque, aí, não há afeto.
Entreveros familiares sempre existiram e existirão, mas, na atualidade, os laços familiares andam frágeis, porque qualquer motivo à toa já basta para que surjam picuinhas, hostilidades, distanciamento, raiva, mágoa etc. Será que estamos a assumir que, de fato, "parente é serpente"?
Uma bronca de um tio no sobrinho é motivo para que os irmãos se desentendam; passar um dia com os netos já pode suscitar fofocas maldosas a respeito dos avós; um presente dado a uma sobrinha provoca ciúme de outra irmã, e assim por diante.
Por que esses pequenos acontecimentos do cotidiano, antes relevados, agora despertam emoções tão intensas nos integrantes do grupo familiar? Temos algumas pistas.
O modo individualista de viver e a busca da felicidade pessoal e permanente, valores sociais que adotamos faz tempo, têm grande parcela de responsabilidade nessa questão. "Eu preciso pensar em mim", "devo pôr para fora tudo o que me atormenta", "por que as pessoas agem de modo tão diferente do que deveriam?" são alguns exemplos de pensamentos que existem em nós, muitas vezes à nossa revelia, e que mostram o quanto os valores citados interferem em nossa vida pessoal. (...).
Precisamos acalmar os ânimos com os parentes, relevar as pequenas adversidades que eles nos provocam, sem querer ou intencionalmente, respeitar as diferenças existentes, perdoar os seus defeitos e lembrar, sempre, dos benefícios que pertencer a uma família nos traz e que hoje estão em risco. Senão, logo teremos mais um curso de graduação disponível no já concorrido mercado universitário: "diplomacia familiar". Somos capazes de dar conta disso, não somos?
(Revista Veja, Editora Abril, edição 2.542, ano 50, nº 32, 9 de agosto de 2017, p. 89. Por Rosely Sayão).
Questão 05. A palavra que, textualmente, é utilizada como um recurso que sinaliza o encaminhamento de argumentações que se opõem quanto ao assunto tratado encontra-se destacada no trecho da opção:
a) A vida em família é, na maioria das vezes, a nossa sustentação.
b) Mas, como tudo, a vida em família tem o seu outro lado ...
c) Afinal, como são os afetos que regem a vida do grupo familiar,
d) É por isso que, onde há amor, há ódio, também.
e) Por que esses pequenos acontecimentos do cotidiano, antes relevados, agora despertam emoções tão intensas nos integrantes do grupo familiar?
A palavra marcada na opção correta da questão anterior, classifica-se, do ponto de vista gramatical, como uma
Gabarito comentado
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Tema central: A questão avalia o conhecimento sobre classes gramaticais, especificamente a identificação da conjunção coordenativa adversativa “mas” e sua função de estabelecer oposição textual.
Justificativa da alternativa correta (A - Conjunção):
No trecho “Mas, como tudo, a vida em família tem o seu outro lado...”, a palavra “mas” faz a ligação entre duas ideias contrastantes. Ela opõe a ideia de harmonia familiar à existência de conflitos, sendo responsável por essa transição argumentativa.
Segundo Cunha & Cintra e Bechara, a conjunção adversativa tem a função de indicar contraste ou oposição, conectando termos ou orações independentes. "Mas" é o principal representante dessa classe.
Por dentro da banca:
Na estratégia de resolução, foque nas palavras que introduzem oposições ou mudanças de direção argumentativa. Conectivos como mas, porém, todavia, contudo são clássicos em adversidade.
Análise das alternativas incorretas:
- a) “é” – Classifica-se como verbo. Não conecta ideias; indica existência ou estado.
- c) “afinal” – Advérbio empregado para explicação ou justificativa, não estabelece oposição, mas esclarece.
- d) “onde” – Advérbio relativo de lugar, introduz orações subordinadas e não estabelece contraste.
- e) “por que” – Locução interrogativa, usada para introduzir perguntas, não conecta ideias opostas.
Dica de prova: Palavras que articulam contraste entre sentenças tendem a ser conjunções adversativas. Valorize a relação semântica expressa!
Portanto, a alternativa correta é A) Conjunção.
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GAB: A
CONJUNÇÃO ADVERSATIVA
PC PI 2025
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