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Q3367222 Medicina
Um paciente de 28 anos é admitido no pronto-socorro após um acidente automobilístico de alta velocidade. Na avaliação inicial, apresenta abertura ocular ao estímulo doloroso, emissão de sons incompreensíveis e extensão anormal dos membros superiores ao estímulo doloroso. A pressão arterial é de 140/85 mmHg, frequência cardíaca de 72 bpm e pupilas isocóricas e reativas. A tomografia computadorizada (TC) de crânio não evidencia lesões intracranianas significativas. Suspeita-se de lesão axonal difusa (LAD) devido ao mecanismo do trauma e ao quadro clínico apresentado.
Considerando o quadro clínico e a suspeita de LAD, qual é a estratégia diagnóstica mais adequada para confirmar a lesão axonal difusa nesse paciente?
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Lesão Axonal Difusa (LAD) em trauma cranioencefálico.

A LAD é uma lesão cerebral traumática grave, causada principalmente por mecanismos de aceleração-desaceleração de alta energia, gerando dano difuso aos axônios cerebrais. É frequente em acidentes automobilísticos, como no caso apresentado, e sua apresentação clínica típica inclui a redução do nível de consciência, sem lesões evidentes na tomografia inicial.

Diagnóstico: A Tomografia Computadorizada (TC) é fundamental na avaliação inicial do trauma, mas frequentemente não evidencia lesões em casos de LAD, mesmo em quadros neurológicos graves. Conforme destacado no Harrison’s Principles of Internal Medicine e em revisões do UpToDate, a Ressonância Magnética (RM), especialmente com sequências ponderadas em susceptibilidade magnética (SWI), é consideravelmente mais sensível para identificar os achados de LAD, como microssangramentos e focos de lesão axonal.

Justificativa da alternativa correta (A): A realização de RM de crânio com sequências SWI é o método padrão-ouro para confirmar o diagnóstico de LAD nos casos em que a TC não mostra alterações compatíveis, conforme o quadro clínico. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde recomenda “realizar RM em pacientes com alteração do nível de consciência em que a TC não evidencia lesão compatível com o quadro” (Página 16).

Discussão das alternativas incorretas:

B) Repetir a TC: Não há benefício em repetir o exame se não houver piora clínica, pois a sensibilidade da TC permanece baixa para LAD.

C) Monitorar a PIC: É recomendada para manejo e monitorização de TCE grave, porém não confirma o diagnóstico de LAD.

D) EEG: Avalia atividade elétrica cerebral, sendo útil em suspeita de crises epilépticas, mas não identifica lesão axonal.

E) Angiografia por RM: Avalia vasos e perfusão cerebral, mas não é indicada na investigação de LAD.

Estratégias para prova: Em questões sobre TCE grave com nível de consciência rebaixado e TC normal, desconfie de lesão axonal difusa. O padrão-ouro diagnóstico é sempre a RM com SWI. Atenção a termos como “maior sensibilidade” e “confirmação diagnóstica”.

Resumo: A RM de crânio com SWI é a técnica superior e indicada para confirmar LAD, conforme orientação das principais diretrizes e literatura médica de referência.

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