Sua utilização no trauma surgiu com um grande ensaio prospec...

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Q4192240 Medicina
Sua utilização no trauma surgiu com um grande ensaio prospectivo internacional (CRASH-2), bem como de um grande grupo retrospectivo de vítimas de combate. Pode ser útil na abordagem terapêutica de vítimas de hemorragia por trauma, desde que aplicado até 3 horas após o evento, e parece ser particularmente útil na presença de extensa fibrinólise, que pode ser avaliada pelo tromboelastograma (TEG).
Essas afirmações estão relacionadas ao seguinte fármaco:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O enunciado reúne os achados decisivos da BASE DE DECISÃO MÉDICA — CRASH-2, uso na hemorragia por trauma, benefício até 3 horas e racional em hiperfibrinólise avaliada por TEG —, o que identifica especificamente o ácido tranexâmico como antifibrinolítico e conduz à alternativa E.

Tema central: Antifibrinolítico no trauma
Análise das alternativas
A
Errada
Ácido aminocaproico também é antifibrinolítico, o que cria a confusão, mas não é o agente especificamente consagrado pelo conjunto citado no enunciado. A combinação CRASH-2 + trauma hemorrágico + administração até 3 horas aponta para ácido tranexâmico, não para aminocaproico.
B
Errada
Estreptoquinase é trombolítico/fibrinolítico. Em vez de preservar o coágulo, promove lise do trombo, mecanismo oposto ao necessário no controle da hemorragia traumática. Portanto, é farmacologicamente incompatível com o cenário.
C
Errada
Clopidogrel é antiagregante plaquetário, interferindo na hemostasia primária. Não reduz fibrinólise, não corresponde ao racional do TEG com hiperfibrinólise e não tem papel terapêutico no controle da hemorragia traumática descrita.
D
Errada
Tenecteplase é trombolítico/fibrinolítico, usada para dissolução de trombos. Assim como a estreptoquinase, atua em sentido oposto ao desejado em um paciente com hemorragia por trauma, podendo agravar o sangramento.
E
Certa
O ácido tranexâmico está correto porque é o fármaco antifibrinolítico consolidado para hemorragia traumática no contexto descrito. Seu fundamento farmacológico é reduzir a degradação da fibrina por inibição da via plasminogênio-plasmina, o que faz sentido especialmente quando há hiperfibrinólise. Além disso, a associação histórica com o ensaio CRASH-2 e a janela de benefício até 3 horas após a lesão identificam de forma direta essa alternativa.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: trocar o ácido tranexâmico por outro antifibrinolítico da mesma classe, como o ácido aminocaproico, e confundir drogas ligadas à fibrinólise em sentido oposto, como estreptoquinase e tenecteplase, com o tratamento da hemorragia traumática.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado ligar trauma hemorrágico ao CRASH-2 e à janela de até 3 horas, pense diretamente em ácido tranexâmico.
  • Diferencie antifibrinolítico de trombolítico: o primeiro preserva o coágulo; o segundo promove lise do trombo.
  • Quando aparecer TEG com hiperfibrinólise, o raciocínio favorece antifibrinolítico, não antiagregante nem trombolítico.

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