No processamento de produtos para saúde, a inativação de pr...

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Q3908132 Enfermagem
No processamento de produtos para saúde, a inativação de príons, agentes etiológicos da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), exige protocolos que extrapolam os ciclos convencionais de autoclave de dez ou vinte minutos. Devido à extrema resistência térmica dessas proteínas mal dobradas, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) número quinze, de quinze de março de dois mil e doze, estabelece diretrizes para a segurança do paciente. Diante da suspeita clínica de contaminação por príons em materiais cirúrgicos não descartáveis, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério decisivo é que, diante de suspeita de contaminação por príons em material cirúrgico não descartável, não se pode confiar nos ciclos convencionais de esterilização; a base aponta que o material deve ser segregado e encaminhado para protocolo específico de inativação ou descarte seguro, em consonância com as recomendações internacionais citadas e com o fluxo seguro previsto na RDC ANVISA nº 15/2012.

Tema central: Príons na CME
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque monitor biológico de autoclave, inclusive de leitura rápida, avalia desempenho do ciclo contra o organismo-teste do indicador, sobretudo esporos bacterianos, e não comprova eliminação da infectividade priônica. Portanto, a mudança de cor do meio não autoriza concluir segurança para príons nem torna a destruição/descarte uma medida dispensável.
B
Certa
A alternativa B traduz a conduta correta frente ao risco priônico: impedir o reuso inadvertido por segregação imediata e submeter o material a processamento especial ou descarte seguro. Isso é o que se sustenta na base: príons têm resistência elevada aos métodos usuais, instrumentos de pacientes com suspeita de CJD devem ser tratados como potencialmente contaminados, e a segurança não pode ser presumida por ciclos convencionais. A banca não exigiu o detalhamento do protocolo químico-térmico; exigiu reconhecer o manejo correto do material suspeito.
C
Errada
Está errada porque glutaraldeído a 2% isoladamente não é método de eleição nem protocolo validado para eliminação de príons em artigos críticos. A base é explícita ao afirmar que aldeídos não resolvem esse cenário e podem inclusive fixar material proteico ao instrumento, o que contraria a lógica de descontaminação priônica.
D
Errada
Está errada porque calor seco em estufa a 160°C por 40 minutos não corresponde a protocolo aceito para inativação de príons em instrumental exposto a tecidos de alto risco. O erro aqui é aplicar um parâmetro térmico convencional a um agente cuja resistência extrapola esses métodos.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre esterilização microbiológica usual e inativação de príons: quem tratar monitor biológico, glutaraldeído isolado ou calor seco convencional como prova de segurança cai na questão.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver suspeita de príon/CJD, pense primeiro em segregação imediata do instrumental e protocolo especial ou descarte seguro.
  • Indicador biológico de autoclave não valida descontaminação de príons; ele não mede infectividade priônica.
  • Não transfira para príons os parâmetros usuais de desinfecção de alto nível ou de esterilização térmica convencional.
  • Quando a questão citar RDC 15/2012 com segurança do paciente na CME, procure a alternativa que preserve fluxo seguro e evite reuso inadvertido do material suspeito.

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