No processamento de produtos para saúde, a inativação de pr...
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Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: O critério decisivo é que, diante de suspeita de contaminação por príons em material cirúrgico não descartável, não se pode confiar nos ciclos convencionais de esterilização; a base aponta que o material deve ser segregado e encaminhado para protocolo específico de inativação ou descarte seguro, em consonância com as recomendações internacionais citadas e com o fluxo seguro previsto na RDC ANVISA nº 15/2012.
- Se houver suspeita de príon/CJD, pense primeiro em segregação imediata do instrumental e protocolo especial ou descarte seguro.
- Indicador biológico de autoclave não valida descontaminação de príons; ele não mede infectividade priônica.
- Não transfira para príons os parâmetros usuais de desinfecção de alto nível ou de esterilização térmica convencional.
- Quando a questão citar RDC 15/2012 com segurança do paciente na CME, procure a alternativa que preserve fluxo seguro e evite reuso inadvertido do material suspeito.
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Comentários
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- A) Incorreta. Os monitores biológicos convencionais (mesmo os de leitura rápida com Geobacillus stearothermophilus) avaliam a morte bacteriana/esporulada, mas não garantem a inativação priônica. Príons são proteínas anômalas e sem ácido nucleico, extremamente resistentes aos parâmetros padrões de esterilização.
- B) Correta. Conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, da ANVISA e da RDC nº 15/2012, ao se identificar suspeita ou confirmação de DCJ/príons, os materiais que entraram em contato com tecidos de alto risco (ex: tecido cerebral, medula, olhos) devem sofrer segregação imediata e passar por protocolos específicos de inativação (como autoclavagem gravitacional a 134∘ C por no mínimo 18 minutos ou alcalinização com Hidróxido de Sódio NaOH / Hipoclorito de Sódio concentrado seguido de autoclavação) ou, preferencialmente, descarte seguro por incineração.
- C) Incorreta. O Glutaraldeído (assim como outros aldeídos como o Formaldeído) é contraindicado! Os aldeídos agem como fixadores proteicos, estabilizando e "fixando" a estrutura das proteínas priônicas na superfície dos instrumentais, o que dificulta ainda mais a sua inativação e remoção.
- D) Incorreta. O calor seco em estufa a 160∘C por 40 minutos é totalmente ineficaz contra príons. O calor seco exige temperaturas absurdamente mais elevadas e tempos extremamente prolongados para degradar essas proteínas (e, na prática, a estufa nem sequer é um método recomendado para reprocessamento de artigos críticos na RDC nº 15/2012).
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