A adolescência é o período da vida propenso ao desenvolvimen...
Gabarito comentado
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Tema central: Transtornos de ansiedade na adolescência – epidemiologia, sintomas nucleares e bases neurobiológicas, com foco em diferenciação diagnóstica.
Alternativa INCORRETA: A
Justificativa: Embora haja predominância feminina nos transtornos de ansiedade na adolescência, a razão típica é em torno de 2:1 (podendo chegar a 3:1 em alguns quadros), e não 5:1. Isso é consistente com DSM-5-TR, diretrizes da AACAP e revisões do UpToDate/SBP. Exemplos: transtorno de pânico e TAG ≈2:1; fobias específicas 2–3:1. Um valor de 5:1 superestima a diferença entre os sexos.
Análise das demais alternativas:
B. A comorbidade entre ansiedade e depressão na adolescência é frequente. Estudos mostram ampla variação (sintomas depressivos subclínicos a diagnósticos formais). A afirmação de 10–15% é aceitável para sintomas associados em alguns recortes populacionais. Em provas, atente para “sintomas” versus “transtorno depressivo” (que pode alcançar proporções maiores). Referências: AACAP/DSM-5-TR.
C. Correta. A fisiopatologia da ansiedade envolve sobretudo noradrenalina, serotonina e dopamina, além de GABA e glutamato, com circuitos amígdala–córtex pré-frontal–hipocampo. Isso embasa a eficácia de ISRS e, em alguns contextos, moduladores noradrenérgicos. Fontes: UpToDate, DSM-5-TR.
D. Correta. O transtorno de ansiedade de separação cursa com medo persistente e excessivo de separação de figuras de apego e relutância em ficar sozinho, podendo incluir queixas somáticas e prejuízo escolar/social. Embora típico da infância, pode iniciar ou persistir na adolescência. Critérios conforme DSM-5-TR.
E. Correta. No transtorno do pânico, os ataques inesperados incluem medo de morrer e medo de perder o controle/“enlouquecer”, além de palpitações, dispneia, tontura e parestesias. DSM-5-TR.
Estratégia de prova: Procure por palavras-chave: “medo de morrer/enlouquecer” aponta para pânico; “relutância em ficar sozinho” e “separação” sugerem ansiedade de separação. Números extremos (ex.: 5:1) merecem suspeita e devem ser confrontados com razões usuais (≈2:1).
Conduta (resumo prático): Primeira linha: TCC adaptada à idade; acrescentar ISRS (fluoxetina, sertralina) em casos moderados/graves ou refratários, conforme AACAP/SBP/UpToDate. Acompanhamento familiar e escolar é essencial.
Referências rápidas: DSM-5-TR; AACAP Practice Parameters; UpToDate (Anxiety disorders in children and adolescents); Sociedade Brasileira de Pediatria – Saúde Mental do Escolar.
Gabarito: A
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