A capnografia quantitativa é uma ferramenta de monitorament...

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Q3908125 Enfermagem
A capnografia quantitativa é uma ferramenta de monitoramento não invasiva essencial na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), fornecendo a medida da pressão parcial de dióxido de carbono ao final da expiração (EtCO2). A análise da morfologia da onda no capnograma permite identificar obstruções de vias aéreas, falhas no circuito do ventilador ou alterações na perfusão pulmonar. No contexto da interpretação de padrões anormais da onda de capnografia, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério que resolve a questão é o reconhecimento morfológico do capnograma: o padrão em “barbatana de tubarão” corresponde a obstrução ao fluxo expiratório, com esvaziamento alveolar heterogêneo e prolongado, gerando inclinação ascendente da fase III; como o enunciado cobra a interpretação de padrões anormais da onda, essa morfologia leva à alternativa que a relaciona corretamente a broncoespasmo ou obstrução parcial do tubo.

Tema central: Morfologia do capnograma
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque elevação súbita da linha de base com platô alveolar preservado sugere reinalação de CO2, como falha de circuito, e não embolia pulmonar massiva. Em evento perfusional grave, o esperado é redução do EtCO2 por diminuição da perfusão pulmonar. O erro decisivo é atribuir a uma hipoperfusão pulmonar um padrão que corresponde a reinalação, além de usar indevidamente o termo “patognomônico”.
B
Errada
Está errada porque intubação esofágica, na capnografia, costuma produzir ausência sustentada de CO2 expirado ou apenas traçado breve e decrescente, não um padrão de ondas oscilatórias irregulares na fase inspiratória. Além disso, a justificativa de “neutralização do dióxido de carbono gástrico pelo suco entérico” não tem base fisiológica aplicável ao capnograma. O critério excludente é o padrão esperado da intubação esofágica: CO2 expirado ausente ou transitório, não esse traçado descrito.
C
Certa
A alternativa C está correta porque descreve o padrão clássico de aumento da resistência expiratória na capnografia quantitativa. No padrão “shark-fin”, a fase expiratória e o platô alveolar ficam inclinados por atraso e heterogeneidade no esvaziamento alveolar. Esse achado é compatível com broncoespasmo e também com obstrução parcial do tubo orotraqueal por secreções, exatamente como a alternativa afirma.
D
Errada
Está errada porque queda abrupta e persistente do EtCO2 para valores próximos de zero não define acidose metabólica por cetonúria. Esse padrão exige pensar principalmente em desconexão, intubação esofágica, extubação, parada circulatória grave, apneia ou falha extrema de ventilação/perfusão. O erro médico é transformar um achado capnográfico de colapso ventilatório, de via aérea, circuito ou perfusão crítica em marcador obrigatório de distúrbio metabólico.
Pegadinha da questão
A banca misturou alterações morfológicas da curva com causas erradas e usou termos absolutos como “patognomônico” e “obrigatoriamente” para induzir associação indevida entre traçado capnográfico e diagnósticos específicos.
Dica para questões semelhantes
  • Reconheça primeiro a morfologia da onda: fase III inclinada em “shark-fin” aponta para obstrução expiratória.
  • Linha de base elevada sugere reinalação de CO2, não evento perfusional como embolia pulmonar.
  • EtCO2 próximo de zero deve ser relacionado a falha de via aérea, circuito, ventilação ou perfusão crítica, e não a distúrbio metabólico específico.
  • Na intubação esofágica, o padrão clássico é ausência sustentada de CO2 expirado ou traçado transitório e decrescente.

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