O desenvolvimento puberal masculino tem peculiaridades e des...
Gabarito comentado
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Tema central: ginecomastia no desenvolvimento puberal masculino. Trata-se do aumento benigno do tecido glandular mamário, geralmente transitório, com impacto psicossocial importante em adolescentes.
Alternativa incorreta (gabarito: B): “O tratamento é cirúrgico nos casos que persistem por mais de 6 meses.” Incorreta porque a conduta inicial é expectante. A ginecomastia puberal regride espontaneamente em 6–24 meses na maioria dos casos. Cirurgia é considerada quando há persistência após ≥12 meses (idealmente ao final da puberdade), dor importante/fibrose, recidivas, assimetria marcante ou grande repercussão psicossocial. Em fases iniciais e sintomáticas, pode-se considerar terapia medicamentosa (ex.: tamoxifeno por curto período), embora seja off-label. Fontes: Nelson Textbook of Pediatrics; UpToDate; documentos da SBP sobre Saúde do Adolescente.
Análise das demais alternativas:
A – A prevalência entre 4–69% é compatível com a literatura, variando conforme método e faixa etária; na puberdade, picos em torno de 50–65% são descritos. Correta.
C – É comum em neonatos (influência materna de estrogênios), na adolescência (desequilíbrio transitório E/T) e em idosos (queda androgênica e aumento relativo de estrogênios). Correta.
D – A fisiopatologia envolve desequilíbrio entre atividade estrogênica e androgênica no tecido mamário, com proliferação ductal/estromal. Correta.
E – Diagnósticos diferenciais de massa torácica incluem lipoma, cisto, neurofibroma e lipomastia (pseudoginecomastia). Correta.
Como acertar na prova: identifique palavras-chave como “puberal”, “tempo de evolução” e “impacto psicossocial”. Lembre que 6 meses ainda está dentro do período esperado de regressão; a cirurgia não é primeira linha nesse momento.
Diagnóstico clínico e exames: nódulo subareolar firme/elástico, concêntrico, uni ou bilateral. Avaliar estágios de Tanner, testículos, fármacos (ex.: antiandrógenos, espironolactona, anabolizantes), doenças hepáticas/renais/tiroide. Solicitar exames se pré-puberal, crescimento rápido, massa rígida excêntrica, galactorreia, sinais sistêmicos ou persistência >12–18 meses: testosterona, estradiol, LH/FSH, β-hCG, TSH/prolactina; USG testicular se suspeita de tumor; USG mamária apenas se dúvida diagnóstica.
Conduta resumida: reassurance, acompanhamento em 6 meses, ajustar medicamentos causais, controle de dor; considerar tamoxifeno no início prolifertivo e doloroso; cirurgia se persistente ≥12 meses ou com forte impacto.
Referências essenciais: Nelson Textbook of Pediatrics; UpToDate – Gynecomastia in adolescents; Sociedade Brasileira de Pediatria – Saúde do Adolescente.
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