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São síndromes paraneoplásicas relacionadas ao mesotelioma pleural maligno, EXCETO:
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Tema central: Síndromes paraneoplásicas são manifestações clínicas indiretas de uma neoplasia, não causadas pelo efeito local do tumor ou por suas metástases, mas sim por substâncias produzidas pela neoplasia ou pela resposta imune do hospedeiro. O mesotelioma pleural maligno, neoplasia rara do mesotélio pleural, pode estar associado a algumas síndromes paraneoplásicas, tema frequentemente abordado em concursos na área da oncologia clínica.
Justificativa da alternativa correta (B): Trombocitopenia não é uma síndrome paraneoplásica tradicionalmente relacionada ao mesotelioma pleural maligno. Embora diminuição de plaquetas possa ocorrer secundariamente a terapias (como quimioterapia) ou infiltração medular por neoplasias hematológicas, não há relação direta reconhecida entre trombocitopenia paraneoplásica e mesotelioma. Segundo o manual Harrison’s Principles of Internal Medicine (20ª ed.), síndromes como trombocitopenia são mais típicas de leucemias linfoproliferativas ou mielodisplasias, e não de tumores sólidos pleurais.
Análise das alternativas incorretas:
A) Tromboflebite migratória: Também chamada Síndrome de Trousseau, manifesta-se por tromboses venosas recorrentes – sendo reconhecida como um fenômeno paraneoplásico característico de tumores, incluindo o mesotelioma. A fisiopatologia envolve liberação de fatores pró-coagulantes tumoriais. UpToDate e o PCDT do Ministério da Saúde confirmam essa correlação.
C) Hipercalcemia: Embora mais frequente em tumores escamosos e renais, pode se manifestar em alguns casos de mesotelioma pela produção de PTHrP (paratormônio related protein). Em provas, é considerado exemplo clássico de síndrome paraneoplásica ligada a tumores sólidos, incluindo, eventualmente, mesotelioma.
D) Hipoglicemia: Menos comum, mas descrita na literatura como possibilidade paraneoplásica em mesotelioma devido à produção de IGF-2 (insulin-like growth factor 2), que reduz a glicose plasmática independentemente da secreção de insulina.
Estratégia para provas: Atenção para termos absolutos (“nunca/sempre”) e para síndromes que, mesmo raras, têm associação documentada em literatura de referência. Uma boa dica é revisar tabelas de síndromes paraneoplásicas nos principais guidelines e obras como Harrison’s e UpToDate.
Resumo: Tromboflebite migratória, hipercalcemia e hipoglicemia podem ser síndromes paraneoplásicas do mesotelioma pleural maligno. Trombocitopenia não tem associação reconhecida, sendo a alternativa correta.
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