A anemia aplásica está entre as principais causas de pancito...

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Ano: 2014 Banca: IDECAN Órgão: HC-UFPE
Q1182195 Medicina
A anemia aplásica está entre as principais causas de pancitopenia, devendo ser, portanto, bem conhecida (e respeitada), pois pode acometer pacientes jovens e geralmente assume uma forma grave de doença com letalidade alta, caso a terapia definitiva não seja administrada. Qual a causa mais comum de anemia aplásica?
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Tema central: A questão aborda a anemia aplásica, doença hematológica caracterizada por pancitopenia devido à falência da medula óssea. Saber a causa mais comum é fundamental para abordagens diagnósticas, terapêuticas e prognósticas em concursos e na prática clínica.

Explicação didática:

A anemia aplásica ocorre quando a medula óssea perde a capacidade de produzir as três linhas celulares sanguíneas: hemácias, leucócitos e plaquetas (pancitopenia). Isso a torna uma emergência médica, especialmente em jovens, devido ao risco aumentado de infecções e sangramentos.

Justificativa da alternativa correta (B):

A alternativa B) Anemia aplásica idiopática é correta. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e obras referência como o Harrison’s Principles of Internal Medicine, cerca de 50% dos casos são idiopáticos, ou seja, sem causa identificável. De acordo com a Mayo Clinic: "Na maioria dos casos, não é possível identificar uma causa exata para a lesão das células-tronco da medula óssea."

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Radiação ionizante: Potente causa de dano medular (exemplo: acidentes nucleares), porém menos frequente em relação à idiopática, sendo considerada causa rara na população geral.
  • C) Benzeno e outros químicos: Apesar do benzeno ser referência clássica em hematotoxicidade, a exposição ocupacional relevante é menor atualmente. Logo, essa não é a causa mais habitual nos casos diagnosticados.
  • D) Infecções virais: Hepatites, HIV e EBV podem desencadear a anemia aplásica, principalmente em pacientes imunossuprimidos, mas são menos prevalentes que o quadro idiopático.
  • E) Drogas (cloranfenicol, fenilbutazona, quimioterápicos): Embora classicamente associadas, são causas clássicas porém pouco comuns em número absoluto atualmente.

Pontos-chave para a prova: Questões de concurso costumam priorizar a frequência real das causas e podem tentar confundir com itens clássicos, porém menos prevalentes. Observe expressões como "mais comum" e evite armadilhas de associação direta de “tóxicos” e “drogas” como maioria dos casos.

Diretrizes e evidências: O INCA e o UpToDate reforçam que causas secundárias são relevantes, mas o grupo idiopático responde por cerca de metade dos pacientes.

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