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Q2464926 Medicina
Sobre a administração do sulfato de magnésio para prevenção e tratamento de eclâmpsia, é INCORRETO afirmar:
Alternativas

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Tema central: O uso do sulfato de magnésio para a prevenção e o tratamento da eclâmpsia é um dos pontos críticos da assistência obstétrica, tendo seus protocolos bem definidos por diretrizes nacionais e internacionais (Ministério da Saúde; OMS). A segurança do uso depende tanto da escolha do esquema correto quanto do monitoramento rigoroso da paciente.

Justificativa da alternativa INCORRETA (B):

No esquema de Pritchard, administra-se 4g EV em bolus lento + 10g IM profunda (5g em cada nádega), e a dose de manutenção é 5g IM profunda a cada 4 horas, não 10g como afirma a alternativa. Esta é portanto incorreta, de acordo com o Protocolo Clínico do Ministério da Saúde (2022) e publicações como Harrison's Principles of Internal Medicine.

Análise das alternativas corretas:

A) Esquema de Zuspan: 4g EV em bolus + 1g/hora EV em bomba continha. Correto e respaldado por normas técnicas.

C) Níveis terapêuticos: 4–7 mEq/L (4,8–8,4 mg/dL); reflexo patelar abolido entre 8–10 mEq/L e parada respiratória com 12 mEq/L. Consistente com literatura (UpToDate, MS).

D) Critérios de segurança: Administrar somente se reflexo patelar presente, FR ≥ 16/min e diurese > 25 mL/h. Essencial para evitar toxicidade; exatamente como orienta o MS.

E) Antídoto: Em intoxicação por sulfato de magnésio, utiliza-se gluconato de cálcio 1g EV, lento. Medida clássica de reversão, recomendada em protocolos brasileiros e internacionais.

Pegadinhas e estratégias: Note que a principal armadilha foi aumentar a dose de manutenção do esquema IM, detalhe frequentemente cobrado em provas. Atenção às quantidades e vias de administração — números trocados ou vias trocadas são erros frequentes cobrados. Leia cada alternativa com calma, busque as palavras-chave (dose, via, intervalo) e lembre-se da lógica clínica: doses excessivas aumentam risco de toxicidade.

Resumo: A alternativa B está INCORRETA porque indica dose de manutenção errada no esquema de Pritchard. Domine essas peculiaridades para aumentar suas chances de sucesso!

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A questão aborda o manejo do sulfato de magnésio na prevenção e tratamento da eclâmpsia, uma complicação grave da pré-eclâmpsia em gestantes que se caracteriza por convulsões. A alternativa B é a resposta incorreta e trata do esquema de Pritchard para administração do sulfato de magnésio. A alternativa menciona que, neste esquema, são administrados 4g por via endovenosa em bolus lentamente mais 10g por via intramuscular profunda (5g em cada nádega), e depois, 10g por via intramuscular a cada 4 horas. No entanto, o erro aqui é a frequência da dose intramuscular, que no esquema de Pritchard deveria ser administrada a cada 4 horas apenas se houver convulsões adicionais. Geralmente, a manutenção é feita a cada 12 horas e não a cada 4 horas. As outras alternativas estão corretas: a alternativa A descreve o esquema de Zuspan, a alternativa C fala sobre a concentração terapêutica do magnésio e os sinais de toxicidade, a alternativa D estabelece os critérios para a administração segura do sulfato de magnésio, e a alternativa E indica o tratamento para intoxicação pelo sulfato de magnésio. Portanto, a alternativa B está incorreta devido ao intervalo de administração da dose intramuscular no esquema de Pritchard.

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