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Q2464924 Medicina
A doença hemolítica perinatal tem como base a transferência de elementos figurados do sangue fetal para o sangue materno. Sobre esta patologia, é INCORRETO afirmar:
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Tema central: A Doença Hemolítica Perinatal (DHP) refere-se ao quadro de anemia fetal/neonatal resultante da destruição de hemácias fetais por anticorpos maternos, geralmente devido à incompatibilidade Rh. É um tema com alta relevância clínica e frequente em concursos.

Justificativa da alternativa incorreta (D): A alternativa D está incorreta porque oligodramnia (redução do líquido amniótico) não é achado típico da DHP. Os principais achados ultrassonográficos são:

  • Hidropisia fetal (presença de líquido em dois ou mais compartimentos, como ascite, edema cutâneo, derrames pleural e pericárdico)
  • Polidramnia (aumento do volume do líquido amniótico)
  • Cardiomegalia e espessamento placentário

Segundo o Manual de Gestação de Alto Risco (Ministério da Saúde, Cap. 14): "Os achados ultrassonográficos mais relevantes incluem hidropisia, espessamento placentário e polidramnia." Assim, a menção ao oligodramnia torna a alternativa INCORRETA.

Comentário sobre as alternativas corretas:

  • A) Correta. O sistema Rh é realmente o mais imunogênico e o anticorpo D é o mais frequentemente envolvido na aloimunização, conforme diretrizes nacionais e internacionais.
  • B) Correta. Toda gestante deve ter tipagem sanguínea determinada no início do pré-natal. A tipagem paterna é recomendada, mas não é obrigatória.
  • C) Correta. Titulações de Coombs indireto ≥1:16 apontam risco aumentado de anemia moderada/grave. Valores inferiores raramente oferecem risco clínico.
  • E) Correta. A profilaxia com imunoglobulina anti-D está indicada para gestantes Rh-, Coombs indireto negativo, com parceiros Rh+ ou indeterminados; realizada na 28ª semana e após parto/aborto.

Estratégia para provas: Atenção a detalhes como sinais ultrassonográficos característicos e protocolos de profilaxia. Palavras como "oligodramnia" e "polidramnia" costumam ser usadas como pegadinhas.

Resumo: DHP tem rastreio, diagnóstico e conduta bem definidos em diretrizes. Na dúvida entre alterações ultrassonográficas, lembre-se: hidropisia e polidramnia são achados típicos.

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A questão aborda a doença hemolítica perinatal, também conhecida como eritroblastose fetal, que ocorre quando há incompatibilidade entre os tipos sanguíneos materno e fetal, particularmente envolvendo o sistema Rh. A alternativa D é incorreta porque os achados ultrassonográficos mais comuns em fetos com doença hemolítica perinatal são geralmente hidropisia fetal (acúmulo anormal de líquido em pelo menos dois compartimentos fetais), aumento da espessura placentária e polidrâmnio (excesso de líquido amniótico), e não oligodrâmnio, como descrito na alternativa. Oligodrâmnio é a diminuição do líquido amniótico, o que não é tipicamente associado com a doença hemolítica perinatal. Ascite fetal (acúmulo de líquido na cavidade abdominal do feto) também pode ser um sinal de doença hemolítica perinatal, mas o termo "incipiente" não é específico e pode ser inadequado, dependendo do contexto. As demais alternativas (A, B, C e E) apresentam afirmações corretas sobre a patologia. A profilaxia com imunoglobulina anti-D é fundamental para prevenir a doença em gestações futuras quando a mãe é Rh negativo e não está sensibilizada, e a determinação do tipo sanguíneo materno é um passo crítico no pré-natal para o manejo apropriado dessa condição.

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