Paciente de 26 anos, com diagnóstico citopatológico de AGC ...

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Q2464914 Medicina
Paciente de 26 anos, com diagnóstico citopatológico de AGC (células glandulares atípicas de significado indeterminado). Assinale a conduta correta:
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Tema central: manejo de citologia com AGC (células glandulares atípicas), um achado de alto risco que exige investigação imediata por maior associação com adenocarcinoma in situ (AIS) e neoplasia invasiva.

Gabarito: E — Realizar colposcopia.

Justificativa: Em AGC, a conduta padrão é colposcopia imediata com amostragem endocervical (ECC), independentemente do resultado do HPV, devido ao risco significativo de lesões clinicamente relevantes: ~9–12% de CIN2+, ~2–3% de AIS e ~1–2% de câncer invasivo. A simples repetição de citologia pode perder lesões glandulares, que frequentemente se originam no canal endocervical. Diretrizes ASCCP 2019/2020 e atualizações do INCA/Ministério da Saúde e FEBRASGO recomendam essa abordagem. Em mulheres ≥35 anos, com sangramento anormal ou fatores de risco endometrial, inclui-se também amostragem endometrial. Para a paciente de 26 anos, sem sinais de risco endometrial, a prioridade é colposcopia + ECC.

Como conduzir na prática: realizar colposcopia com biópsias dirigidas de áreas suspeitas e ECC. Se houver AGC “favor neoplasia” ou achados suspeitos, considerar avaliação excisional diagnóstica (p.ex., conização), conforme risco e diretrizes.

Por que as demais alternativas estão incorretas?

  • A – Repetir citologia imediatamente: não avalia adequadamente o componente glandular e pode retardar diagnóstico de AIS/câncer. Não é recomendado em AGC (ASCCP/INCA).
  • B – Repetir citologia em 3 meses: posterga investigação necessária. O intervalo curto não compensa a alta gravidade potencial do achado.
  • C – Repetir citologia em 6 meses: conduta aceitável para ASC-US/LSIL em alguns cenários, mas inadequada para AGC, que exige colposcopia imediata.
  • D – Repetir citologia em 12 meses: atraso excessivo, com risco de progressão/diagnóstico tardio de lesões glandulares.

Dicas para prova: - Identifique a palavra-chave AGC → pense em colposcopia + ECC, independente do HPV. - Não confundir com ASC-US (onde repetir citologia/HPV pode ser aceitável). - Lembre-se da amostragem endometrial em ≥35 anos, sangramento anormal ou risco para câncer endometrial.

Fontes: ASCCP Risk-Based Management Guidelines 2019/2020; INCA – Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero; UpToDate – Atypical glandular cells on cervical cytology.

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A questão apresentada refere-se à conduta adequada frente a um diagnóstico citopatológico de AGC, que significa "células glandulares atípicas de significado indeterminado". Este resultado sugere uma anormalidade nas células glandulares do colo do útero, mas não é suficiente para determinar se a alteração é benigna ou maligna. Portanto, a resposta correta é a alternativa E - Realizar colposcopia. A colposcopia é um exame detalhado do colo do útero, vagina e vulva com o uso de um colposcópio, que proporciona uma visão ampliada destas áreas, permitindo a identificação de áreas anormais e a realização de biópsias direcionadas. Este procedimento é indicado nesse contexto porque fornece mais informações diagnósticas do que simplesmente repetir o teste de Papanicolau (citologia) em diferentes intervalos de tempo, o que poderia atrasar o diagnóstico e tratamento de uma possível condição pré-cancerígena ou cancerígena. Portanto, a colposcopia é um passo crítico na investigação de células glandulares atípicas e permite uma avaliação mais precisa e um plano de tratamento direcionado.

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