A mortalidade infantil é um importante indicador de saúde e...

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Q2464940 Medicina
A mortalidade infantil é um importante indicador de saúde e condições de vida de uma população. Com o cálculo da sua taxa, estima-se o risco de um nascido vivo morrer antes de chegar a um ano de vida. Valores elevados refletem precárias condições de vida e saúde e baixo nível de desenvolvimento social e econômico, sobre este assunto analise as alternativas e assinale a correta:

I - Apesar da redução da taxa de mortalidade em todas as Regiões do País, as desigualdades intra e inter-regionais ainda subsistem.
II - No âmbito da vigilância de óbito, a investigação, em especial a investigação do óbito infantil, tem como objetivos: determinar o perfil de mortalidade, identificar as causas do óbito e orientar as medidas de prevenção e controle.
III - A taxa de cobertura de óbito infantil, que expressa a relação entre a quantidade de óbitos informados e estimados, é definida como o número de óbitos infantis informados ao Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), em relação aos óbitos infantis estimados pelo projeto de Busca Ativa, em determinado espaço geográfico, no ano considerado.
Alternativas

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Gabarito: D – Todos os itens estão corretos.

Tema central: Taxa de mortalidade infantil é um indicador sensível de condições de vida e qualidade da atenção à saúde. Define-se como o número de óbitos de menores de 1 ano por 1.000 nascidos vivos em determinado local e ano (OMS; Ministério da Saúde).

Por que a alternativa D é a correta?

I. É verdadeiro que o Brasil reduziu a mortalidade infantil em todas as regiões, mas persistem desigualdades intra e inter-regionais (Norte/Nordeste maiores que Sul/Sudeste; e diferenças entre municípios e áreas urbanas/periféricas). Evidência constante em relatórios do SIM/SINASC, IBGE e estimativas OMS/UNICEF.

II. No escopo da vigilância do óbito, a investigação do óbito infantil busca: determinar o perfil de mortalidade, identificar causas e evitabilidade, e orientar medidas de prevenção e controle (auditoria de óbitos, comitês de prevenção). Essa é a diretriz do “Manual de Vigilância do Óbito Infantil e Fetal” do Ministério da Saúde (MS, 2016/2022) e alinhada à OMS.

III. A taxa (percentual) de cobertura do óbito infantil mede a completude da informação: razão entre óbitos infantis informados ao SIM e óbitos infantis estimados pelo projeto de Busca Ativa, em área e ano definidos, geralmente expressa em %. Essa definição é a utilizada pelo MS para avaliar sub-registro.

Análise das alternativas incorretas:

A) Afirma que apenas I e II são corretos; incorreta porque o item III também está de acordo com o MS.

B) Indica I e III apenas; incorreta pois desconsidera o objetivo formal da investigação de óbito (II), que é verdadeiro.

C) Indica II e III somente; incorreta porque a manutenção de desigualdades regionais (I) é fato epidemiológico consolidado.

E) Considera apenas III; incorreta, pois I e II também são verdadeiros.

Dicas de prova e pegadinhas:

  • “Taxa” x “Coeficiente”: tecnicamente é um coeficiente, mas o termo “taxa” é consagrado em serviços e provas.
  • Cobertura ≠ Mortalidade: cobertura avalia qualidade/completeza do registro, não o risco de morrer.
  • Palavras-chave seguras: SIM, SINASC, Busca Ativa, evitabilidade, desigualdades regionais.

Referências úteis para revisão: Ministério da Saúde – Manual de Vigilância do Óbito Infantil e Fetal; OMS/UNICEF Child Mortality Estimates; UpToDate – Infant and child mortality (visão geral).

Método de resolução: identifique se as assertivas estão alinhadas a definições oficiais (MS/OMS) e se descrevem funções típicas da vigilância epidemiológica. Quando um item cita SIM, Busca Ativa e prevenção/controle, tende a estar correto.

Conclusão: Todas as três afirmações refletem definições e diretrizes oficiais; portanto, a alternativa correta é a D.

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Comentários

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A alternativa D é a correta, pois todos os itens apresentados estão corretos e refletem aspectos importantes relacionados à mortalidade infantil e seu monitoramento. No item I, a afirmação destaca que, apesar da redução geral da taxa de mortalidade infantil no Brasil, ainda persistem desigualdades significativas entre diferentes regiões e dentro das mesmas regiões. Isso é verdadeiro e demonstra como fatores socioeconômicos, de infraestrutura e de acesso a serviços de saúde podem variar amplamente no país, impactando diretamente as taxas de mortalidade infantil. O item II aborda a importância da investigação de óbitos infantis, que é fundamental para entender as causas da mortalidade e para estruturar políticas de prevenção e controle mais efetivas. Saber por que as crianças estão morrendo permite aos profissionais de saúde e aos gestores públicos focar em intervenções que possam reduzir esses óbitos, seja através de campanhas de vacinação, melhorias no pré-natal e no parto, ou mesmo ações de combate à pobreza e à desnutrição. Por fim, o item III define taxa de cobertura de óbito infantil, que é uma métrica usada para avaliar a qualidade dos dados sobre mortalidade infantil coletados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Essa taxa é importante para garantir que os dados sejam confiáveis e para identificar possíveis subnotificações de óbitos, o que pode levar a uma compreensão distorcida do problema e, consequentemente, a políticas públicas ineficazes. Assim, cada item aborda uma dimensão distinta e relevante do monitoramento e da compreensão da mortalidade infantil, desde as desigualdades regionais, passando pela importância da investigação das causas de óbito, até a questão da cobertura e qualidade dos dados sobre óbitos infantis.

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