As intoxicações agudas (IA) na criança representam a 4ª cau...
I - O exame objetivo deve incluir avaliação do estado de consciência, avaliação pupilar/exame neurológico sumário, sinais vitais e avaliação da pele e odores com objetivo de identificar possíveis “síndromas de intoxicação”.
II - A avaliação laboratorial compreenderá sempre um painel bioquímico de base. Os restantes exames deverão basear-se no padrão sintomatológico para confirmar ou excluir a situação clínica e guiar o tratamento. A radiografia do tórax está indicada nos casos de intoxicações por via inalatória e/ou aspiração, alteração do estado de consciência ou dificuldade respiratória. Deverá ser realizado um electrocardiograma (ECG) se alterações no traçado ECG do monitor (relacionáveis com cardiotóxicos, com intoxicações graves por tóxicos que provocam hipóxia-isquémia ou com arritmogénicos (por ex. anti-histamínicos, bloqueadores dos canais de cálcio, CO, digoxina).
III - Alcalinização da urina com bicarbonato de sódio 8,4%: 1-2 ml/kg/dia EV para manter pH urinário > 7,5 – para salicilatos, barbitúricos, isoniazida, ácido diclorofenoacético.
Gabarito comentado
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Gabarito: E) Todos os itens estão corretos.
Tema central: O manejo da intoxicação aguda em crianças exige abordagem sistematizada e conhecimento das condutas clínicas imediatas e laboratoriais para garantir um tratamento eficaz e seguro.
Análise dos itens:
I – Exame objetivo direcionado:
Está correto! O primeiro passo ao atender uma criança intoxicada é uma avaliação clínica completa. Isso inclui nível de consciência (perceber rebaixamento é vital para proteção de via aérea), exame neurológico sumário e pupilar (podem apontar agentes específicos), avaliação dos sinais vitais (identifica instabilidade hemodinâmica) e inspeção criteriosa da pele e odores (ex.: hálito de amêndoas em cianeto, odor de álcool, enfraquecimento do sensorium). Conforme recomenda UpToDate e a Sociedade Brasileira de Pediatria, reconhecer “síndromes toxicológicas” orienta a abordagem inicial.
II – Avaliação laboratorial e imagem guiadas pelo quadro:
Correto! O painel bioquímico básico deve ser feito em todos os pacientes, incluindo eletrólitos, função renal e hepática. A radiografia de tórax se indica nas intoxicações por inalação, aspiração, alteração de consciência ou dificuldades respiratórias. ECG deve ser solicitado diante de monitorização alterada ou suspeita de cardiovasculares arrítmicos ou cardiotóxicos (anti-histamínicos, bloqueadores de canal de cálcio, digoxina, CO). Tais medidas constam no manejo inicial recomendado por protocolos como o do Ministério da Saúde e obras-texto como "Nelson – Tratado de Pediatria".
III – Alcalinização urinária:
Correto! É indicada para aumentar a eliminação de ácidos fracos como salicilatos, barbitúricos, isoniazida e herbicidas (ex: ácido diclorofenoacético). Bicarbonato de sódio 8,4% EV ajustado para pH urinário > 7,5 é conduta respaldada pelo Protocolo Clínico de Regulação - Urgências Nefrológicas e literatura (Nelson; UpToDate). É fundamental monitorar eletrólitos séricos e função renal.
Dicas de interpretação: As afirmativas exigem conhecimento aplicado e leitura cuidadosa para perceber que todas seguem os fluxos recomendados. Questões desse tipo podem esconder pegadinhas ao misturar agentes, doses ou indicações de exames. Atenção ao uso de palavras como “sempre”, “deverá” e “alterações no traçado”, pois sinalizam obrigatoriedade clínica.
Resumo: Todos os itens estão de acordo com protocolos atuais, evidências científicas e bons manuais de pediatria.
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