Relacione os instrumentais utilizados para raspagem periodon...
1. cureta Gracey 5-6
2. cureta Gracey 7-8
3. cureta Gracey 11-12
4. cureta Gracey 13-14
( ) Indicada para raspagem supragengival e subgengival das faces vestibulares e linguais/palatinas dos dentes posteriores.
( ) Indicada para raspagem supragengival e subgengival de dentes anteriores.
( ) Indicada para raspagem supragengival e subgengival da face mesial de dentes posteriores.
( ) Indicada para raspagem supragengival e subgengival das faces distais de dentes posteriores.
A relação correta, na ordem apresentada, é
Gabarito comentado
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Tema central: seleção de curetas Gracey por área de trabalho. As Gracey são area-specific: apenas uma aresta cortante ativa e angulação de cerca de 70° com a superfície radicular, ideal para raspagem subgengival com ponta arredondada (toe).
Gabarito: D — 2 – 1 – 3 – 4
Justificativa da ordem correta (raciocínio):
• (1º enunciado – faces vestibulares e linguais/palatinas de posteriores) → Gracey 7–8 (2): haste longa e menos angulada favorece superfícies livres de molares e pré-molares, sem acesso aos proximais.
• (2º enunciado – dentes anteriores) → Gracey 5–6 (1): indicada para anteriores (e frequentemente pré-molares), permitindo alcance em todas as faces com empunhadura equilibrada.
• (3º enunciado – face mesial de posteriores) → Gracey 11–12 (3): desenho da haste facilita adaptação na mesial de dentes posteriores.
• (4º enunciado – face distal de posteriores) → Gracey 13–14 (4): curvatura oposta à 11–12, específica para distais de posteriores.
Como pensar na prova (dica): memorize o trio de posteriores: 11–12 = mesial, 13–14 = distal, e 7–8 = faces livres. A 5–6 “fica” para anteriores (e pode auxiliar em pré-molares). Evite confundir 7–8 (não é para proximais) com 11–12/13–14 (proximais).
Por que as outras alternativas estão incorretas?
• A (1–2–3–4): Coloca a 5–6 (1) para faces livres de posteriores — papel da 7–8. Inverte anterior/posterior livre.
• B (2–1–4–3): Troca as áreas proximais: associa 13–14 (4) à mesial e 11–12 (3) à distal, o que contraria a indicação consagrada.
• C (2–3–1–4): Atribui a 11–12 (3) aos anteriores e desloca a 5–6 (1) para mesiais de posteriores — ambas inadequadas.
• E (4–3–1–2): Inverte distal↔mesial e anterior↔faces livres, desrespeitando o desenho de cada cureta.
Fundamentação técnica: A designação numérica das Gracey reflete o desenho da haste e a adaptação específica por superfície. Uso supragengival é possível, mas sua vocação é subgengival, com menor trauma tecidual. Referências clássicas: Carranza’s Clinical Periodontology (13ª ed.), Lindhe: Clinical Periodontology and Implant Dentistry (7ª ed.), Nield-Gehrig & Willmann: Fundamentals of Periodontal Instrumentation (8ª ed.).
Pegadinhas comuns: lembrar que a 5–6 aparece em alguns livros como “anteriores e pré-molares”, mas em provas costuma ser cobrada como anteriores. Já a 7–8 não substitui 11–12/13–14 em proximais.
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