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Q3577444 Odontologia
Um paciente adulto sente um mal-estar durante o atendimento odontológico, apresentando pressão arterial de 190mmHgx110mmHg, glicemia de 90 mg/dL e frequência respiratória de 20 rpm.

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Gabarito: E – crise hipertensiva

Tema central: Emergência hipertensiva no consultório odontológico. O paciente apresenta PA 190/110 mmHg, glicemia normal (90 mg/dL) e frequência respiratória normal (20 rpm). Em odontologia, PA ≥ 180/110–120 mmHg durante o atendimento, sobretudo com mal-estar, sugere crise hipertensiva (urgência/possível emergência).

Justificativa da alternativa correta: A pressão de 190/110 ultrapassa o limiar para elevação crítica da PA. Com “mal-estar”, é prudente considerar crise hipertensiva e interromper o procedimento, reavaliar e encaminhar conforme sintomas. Diretrizes SBC 2020 e ACC/AHA 2017 definem crise como PA muito elevada (geralmente ≥180/≥120) com avaliação clínica para dano a órgão-alvo. Em ambiente odontológico, >180 sistólica com sintomas é conduta de alerta (Malamed, Medical Emergencies in the Dental Office; UpToDate).

Como raciocinar na prova: Foque nos números. PA extremamente elevada + mal-estar, com glicemia e FR normais → pense primeiro em hipertensão. Evite ser levado pelo termo “mal-estar” para hipoglicemia/hiperventilação; os dados objetivos não sustentam essas hipóteses.

Análise das alternativas incorretas:

A) Hipotensão: incompatível com PA 190/110; hipotensão requer PA baixa (ex.: sistólica <90–100 mmHg). Erro conceitual.

B) Hiperglicemia: glicemia 90 mg/dL é euglicêmica. Hiperglicemia costuma ser >180–200 mg/dL, podendo cursar com poliúria/polidipsia, não descritas.

C) Hipoglicemia: geralmente <70 mg/dL, com tremores, sudorese fria, confusão. Aqui, 90 mg/dL exclui.

D) Hiperventilação: requer ventilação alveolar aumentada, tipicamente FR elevada (>20–22 rpm) e sintomas como parestesias, tetania. FR 20 rpm é limite alto de normalidade; sem outros sinais, não sustenta.

Conduta prática no consultório (resumo):

  • Interromper o atendimento, posicionar confortável (semi-Fowler), ambiente calmo.
  • Repetir PA após 5 min com manguito adequado; monitorar sinais.
  • Se sinais de órgão-alvo (dor torácica, dispneia, déficit neurológico, cefaleia intensa, confusão): emergência hipertensiva → oxigênio, acionar SAMU/192 e encaminhar.
  • Se apenas PA muito elevada e sem dano aparente: urgência hipertensiva → adiar procedimento e encaminhar para avaliação médica. Evitar nifedipina de ação imediata (não recomendada pelas diretrizes).
  • Tratar ansiedade/dor; considerar ansiólise leve conforme protocolos e segurança do paciente.

Referências essenciais: Diretriz Brasileira de Hipertensão (SBC, 2020); ACC/AHA 2017 Hypertension Guideline; UpToDate: Severe asymptomatic hypertension; Malamed SF. Medical Emergencies in the Dental Office.

Dica de prova: Diante de “mal-estar”, valide com sinais objetivos. PA extrema pesa mais que sintomas inespecíficos; FR e glicemia normais ajudam a excluir outras hipóteses.

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Trata-se de crise hipertensiva, pois a pressão arterial apresentada (190×110 mmHg) encontra-se acima dos valores de referência. A glicemia está normal (90 mg/dL), afastando hipo ou hiperglicemia, e a frequência respiratória é normal (20 irpm), não caracterizando hiperventilação. Assim, o quadro clínico é compatível com crise hipertensiva.

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