Ainda tendo como referência a situação clínica hipotética d...
Texto para as questões 42 e 43
oão, com 36 anos de idade, foi levado ao pronto-socorro cardiológico por apresentar palpitações taquicárdicas iniciadas cerca de 3 horas antes do atendimento e que se associaram a síncope. Esses sintomas surgiram após longo período de grande ingestão de bebidas alcoólicas destiladas. Não há relato de doenças cardiovasculares prévias. O exame físico, realizado na sala de emergência, mostrou paciente alcoolizado, com hálito etílico, sonolento, com discreta cianose e perfusão capilar lenta nas extremidades, pressão arterial de 70 mmHg × 45 mmHg, freqüência cardíaca de 150 bpm. A ausculta cardíaca mostrou ritmo cardíaco taquicárdico, regular, em 2 tempos, bulhas normofonéticas, sem sopros, pulsos periféricos filiformes. Ausculta pulmonar e exame abdominal sem anormalidades. Após a avaliação clínica inicial, foi instalado um monitor cardíaco e obtida uma tira de ritmo — derivação D2, na velocidade do papel de 25 mm/s e calibração de 1 cm = 1 mV —, mostrada abaixo.
Ainda tendo como referência a situação clínica hipotética descrita, o tratamento antiarrítmico de primeira escolha para esse paciente é
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O tema central desta questão é o tratamento de arritmias cardíacas, especificamente abordando a escolha do tratamento antiarrítmico para um caso clínico hipotético. O tratamento de arritmias pode variar amplamente dependendo do tipo de arritmia, a estabilidade do paciente e a presença de outras condições clínicas.
A alternativa correta é a E - cardioversão elétrica sincronizada. A cardioversão elétrica sincronizada é frequentemente utilizada para tratar taquicardias supraventriculares e ventriculares instáveis, onde há comprometimento hemodinâmico, devido à eficácia e rapidez em restaurar o ritmo cardíaco normal. Este procedimento sincroniza o choque elétrico com o complexo QRS para evitar fibrilação ventricular durante o tratamento.
Agora, vamos analisar as alternativas incorretas:
A - Lidocaína, por via intravenosa: A lidocaína é um antiarrítmico da classe IB, que pode ser utilizado em arritmias ventriculares, especialmente na fase aguda do infarto do miocárdio, mas não é o tratamento de escolha em situações de instabilidade hemodinâmica onde a cardioversão é mais indicada.
B - Adenosina, em bolus intravenoso: A adenosina é usada para interromper taquicardias supraventriculares paroxísticas, especialmente aquelas que envolvem reentrada através do nó atrioventricular. Ela não seria eficaz ou apropriada em casos de arritmias ventriculares ou quando o paciente está instável.
C - Verapamil, por via intravenosa: Verapamil é um bloqueador dos canais de cálcio, utilizado em algumas taquicardias supraventriculares, mas não está indicado para arritmias ventriculares ou em situações de instabilidade hemodinâmica.
D - Fenitoína, por via intravenosa: Fenitoína é um medicamento que pode ser usado em casos raros de arritmias induzidas por digitálicos, mas não é uma escolha comum para tratamento agudo de arritmias em contexto de instabilidade.
Em resumo, para situações de arritmia com comprometimento hemodinâmico, a cardioversão elétrica sincronizada é frequentemente o tratamento de escolha, conforme recomendado por diretrizes como as da Sociedade Brasileira de Cardiologia e outras entidades internacionais. É crucial para um médico cardiologista identificar rapidamente a necessidade de uma intervenção elétrica para restaurar o ritmo cardíaco normal.
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