De acordo com a atual classificação das doenças e condições ...
Gabarito comentado
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Tema central: Classificação atual (AAP/EFP 2018) das doenças e condições periodontais, com ênfase em estadiamento (I–IV) — severidade/complexidade — e graduação (A–C) — risco/velocidade de progressão.
Alternativa correta: A — Estágio I, grau A, localizada.
Por que é a mais branda? O Estágio I define periodontite inicial: perda de inserção clínica (CAL) de 1–2 mm, perda óssea alveolar limitada ao terço coronal (<15%), sem perdas dentárias por periodontite e geralmente bolsas ≤4 mm, com perda óssea predominantemente horizontal. O Grau A indica baixa taxa de progressão (p.ex., razão perda óssea/idade <0,25), ausência de fatores de risco relevantes (não fumante, normoglicemia). Localizada (<30% dos dentes) reduz a extensão da doença. Assim, entre as opções, é a forma mais leve de periodontite (World Workshop 2018; Tonetti et al., J Periodontol 2018; Carranza’s Clinical Periodontology).
Estratégia para a prova: Leia “forma mais branda de periodontite”. Priorize: 1) Estágio baixo (I), 2) Grau baixo (A), 3) Extensão localizada. Cuidado com a pegadinha “gengivite”: não é periodontite.
Análise das alternativas incorretas
B — Estágio I, grau B, generalizada. Embora o estágio seja baixo, o grau B implica progressão moderada, mais agressiva que o grau A. Além disso, generalizada aumenta a extensão (≥30% dos dentes), elevando a carga de doença. Logo, não é a mais branda.
C — Estágio I, grau B, localizada. Mantém a extensão reduzida, mas o grau B ainda denota maior risco/velocidade de progressão que o grau A. Portanto, é mais “forte” que a correta.
D — Estágio III, grau C, padrão molar-incisivo. Define doença severa: CAL ≥5 mm, perda óssea até terço médio/apical, bolsas profundas, defeitos verticais/furcas e possível perda dentária por periodontite; grau C indica progressão rápida. O padrão molar-incisivo remete ao antigo “agressiva”. É a forma mais grave entre as opções.
E — Gengivite localizada. Não é periodontite. Há inflamação gengival sem perda de inserção nem perda óssea. Apesar de “leve”, não atende ao pedido da questão (forma mais branda de periodontite). Pegadinha clássica.
Dica clínica rápida: Diferencie gengivite (sem CAL/RBL) de periodontite (com CAL/RBL). Para estadiar/gradar, use: CAL, distribuição da perda óssea em radiografias, perdas dentárias por periodontite, profundidade de sondagem e fatores de risco/progressão.
Referências: World Workshop AAP/EFP 2018 (Tonetti, Greenwell & Kornman, J Periodontol 2018); Carranza’s Clinical Periodontology; UpToDate – Classification of periodontal diseases (acesso clínico atual).
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