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Q3734784 Pedagogia
À luz das concepções contemporâneas de infância e dos fundamentos normativos da educação infantil no Brasil, identifique a alternativa que expressa, de modo coerente e teoricamente fundamentado, a relação entre prática pedagógica e concepção de criança, conforme os marcos legais e teóricos vigentes
Alternativas

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Resposta correta: Alternativa C

Tema central: relações entre concepções contemporâneas de infância e a prática pedagógica na Educação Infantil. É essencial reconhecer a criança como sujeito de direitos, protagonista de suas aprendizagens e portadora de tempos, ritmos e contextos próprios — princípios presentes na LDB (Lei nº 9.394/1996), no ECA (Lei nº 8.069/1990) e nas Diretrizes/Bases (BNCC e Diretrizes da Educação Infantil).

Resumo teórico: as normas orientadoras (Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil; BNCC/2017) defendem práticas que valorizem experiências significativas, o brincar, a interação social e a escuta da criança. O professor planeja a partir de observações e interesses infantis, respeitando ritmos e contextos, e avalia de forma qualitativa e contínua, não por métricas rígidas.

Por que a alternativa C é correta: ela afirma que a construção curricular deve contemplar experiências significativas e não subordinar o tempo da criança à lógica de resultados, respeitando ritmos e contextos — exatamente o sentido das diretrizes atuais, que priorizam processos, ludicidade e a escuta ativa como base do planejamento.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: reduz o brincar a etapa instrumental para conteúdos acadêmicos — trata-se de "escolarização" precoce, contrária ao caráter lúdico e integrador defendido nas normas.
  • B: ainda que reconheça a criança como cidadã, prioriza a "antecipação de habilidades sociais" e um papel do professor que ajusta a autonomia — confunde promoção de convivência com domesticação da autonomia, o que não se alinha à visão de participação infantil.
  • D: transforma a criança em objeto de mensuração segundo padrões de maturação — contraria avaliações formativas, qualitativas e contextualizadas previstas para a Educação Infantil.
  • E: impõe critérios objetivos e rígidos sobre manifestações espontâneas para adequá-las à BNCC — esquece que a BNCC orienta registro e acompanhamento flexíveis, respeitando singularidades.

Dica de prova: procure termos que denunciem “escolarização”, “mensuração rígida”, “subordinação do tempo” — alternativas que valorizam processos, brincadeira e respeito aos ritmos costumam ser as corretas para Educação Infantil.

Leituras recomendadas: Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil; BNCC (2017); ECA; LDB.

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A construção curricular na educação infantil deve contemplar experiências significativas, sem subordinar o tempo da criança à lógica de resultados, mas respeitando seus ritmos e contextos.

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