Paciente de 65 anos será submetido à revisão cirúrgica de p...
O principal determinante da duração de um bloqueio subaracnóideo é o
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Tema central: duração do bloqueio subaracnóideo (raquianestesia) e seus determinantes. Em provas, lembre: o fármaco (tipo) e a dose determinam a duração; baricidade e posição determinam a extensão (nível/metâmero); técnica/agulha influenciam complicações.
Alternativa correta: A — tipo de anestésico local.
O principal determinante da duração é o agente utilizado, pois cada anestésico tem propriedades próprias (lipossolubilidade, ligação proteica, potência e vasoconstrição intrínseca) que definem tempo de ação no líquor e nos nervos. Exemplos clássicos: lidocaína (curta: ~45–75 min), bupivacaína (prolongada: ~90–150+ min), tetracaína (muito prolongada). Adjuvantes (p. ex., fentanil, morfina, clonidina) podem prolongar, mas o principal segue sendo o tipo de anestésico. Fontes: Miller’s Anesthesia; Barash Clinical Anesthesia; NYSORA; UpToDate.
Análise das alternativas incorretas
B — calibre da agulha espinhal: influencia risco de cefaleia pós-punção e trauma tecidual; não determina a duração do bloqueio. A farmacocinética intratecal do anestésico independe do calibre (Miller’s).
C — volume de anestésico local: na raqui, o que importa é a massa (mg), não o volume em mL. O volume afeta pouco a duração; pode modificar discretamente a dispersão, mas não é o determinante primário. (NYSORA/UpToDate).
D — local da punção intervertebral: altera nível do bloqueio (quanto mais cranial, maior a chance de bloqueio alto), porém a duração depende do fármaco e dose, não do espaço puncionado.
E — técnica de barbotagem: aspiração-reinjeção do líquor/anestésico não mostrou benefício consistente; pode tornar a dispersão imprevisível e não aumenta a duração de forma reprodutível. Não é recomendada como estratégia para prolongamento.
Aplicação prática no caso
Se a cirurgia pode se prolongar, prefira bupivacaína hiperbárica 0,5% (p.ex., 10–15 mg) ou tetracaína, e considere adjuvantes intratecais (p.ex., fentanil 10–25 mcg para analgesia intraoperatória; morfina 100–200 mcg para analgesia prolongada, com vigilância respiratória). Estratégia alinhada a Barash/Miller/UpToDate.
Dica de prova
Ao ver “principal determinante” da dur. da raqui, marque: tipo do anestésico (e, se aparecer, a dose). Lembre: baricidade/posição → extensão; agulha/técnica → complicações.
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